PF descobriu via WhatsApp fonte de jornalista crítico de Dino
A informação consta em relatório da PF citado na decisão do ministro Alexandre de Moraes que autorizou mandados de busca e apreensão contra a fonte do jornalista maranhanense e contra outro homem envolvido no caso. As diligências foram cumpridas na terça-feira (11/8).
A fonte foi identificada pela PF como Raimundo Soares Cutrim , que foi exonerado do cargo de secretário de Estado Extraordinário de Assuntos Legislativos do governo do Maranhão em 20 de julho, após começar a cumprir prisão domiciliar por ordem do Supremo.
A partir das mensagens, os investigadores concluíram que Cutrim teria fornecido a Luís Pablo informações e imagens que basearam a reportagem do jornalista , publicada em novembro de 2025, sobre o uso de veículos oficiais utilizados por Flávio Dino e familiares do ministro.
A investigação da PF não ficou restrita à conversa com Cutrim. Os investigadores também identificaram conversas entre o jornalista e o advogado Diogo Diniz Lima, ex-secretário municipal de Urbanismo e Habitação de São Luís e também alvo de buscas na terça-feira.
Segundo a PF, as mensagens indicam que Diogo orientava o jornalista sobre o conteúdo de reportagens que deveriam ser publicadas contra Dino. A polícia também afirma que ele teria pedido a Luís Pablo que apagasse mensagens relacionadas a uma matéria sobre o ministro.
A análise das conversas também levou a Polícia Federal a identificar uma transferência de R$ 100 mil feita por Diogo Diniz Lima em favor do jornalista Luís Pablo . O dinheiro, porém, teria sido depositado na conta de um terceiro, Danilo Cutrim Bezerra.
Segundo relatório da PF, o valor correspondia a parte do pagamento pela compra de um imóvel rural pertencente a Danilo Cutrim e adquirido por Luís Pablo. O valor total da proriedade, de acordo com os investigadores, seria de R$ 461 mil, quitados por “pagadores diversos”.
A PF argumenta que, inicialmente, as conversas poderiam ser interpretadas como uma relação entre jornalista e fonte. O pagamento de R$ 100 mil, porém, levou os investigadores a aprofundar a análise para tentar esclarecer a motivação da transferência.
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