Lula convoca “general” Janones em meio à formação de novo governo
“General” do Exército de Lula, canal de WhatsApp que arregimentou mais de 10 milhões de pessoas e foi essencial para a vitória no segundo turno das eleições presidenciais, André Janones (Rede-MG) foi chamado pelo presidente para uma conversa nesta quinta-feira (29) no Palácio da Alvorada em meio às sondagens para formação do novo governo.
A convocação ocorre no mesmo dia em que os dois devem fazer a primeira live após a vitória nas eleições, que será transmitida a partir das 19h no canal de Lula no Youtube.
A ação do deputado, com a criação do Exército e por ter levado Lula para a batalha das redes chamou a atenção do mundo e do próprio presidente.
Na França, Espanha e Argentina, grupos inspirados na experiência brasileira já reproduzem métodos utilizados durante a campanha petista.
Janones ganhou destaque na imprensa internacional e, segundo reportagens publicadas nos últimos dias, recebeu convites para colaborar com a campanha do primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez e para visitar o México a convite da presidente Claudia Sheinbaum.
Virada contra a extrema direita O interesse pelo modelo brasileiro ganhou força após a vitória de Lula no segundo turno, realizado no último domingo (25).
A virada eleitoral do petista, que havia terminado a primeira etapa da disputa atrás de Flávio Bolsonaro, despertou a atenção de lideranças progressistas em um cenário internacional marcado pelo crescimento de forças conservadoras e de extrema direita.
A experiência que agora inspira movimentos internacionais ganhou dimensão inédita durante o segundo turno das eleições brasileiras de 2026.
Sob o comando de Janones, o canal “Exército do Lula” ultrapassou 10 milhões de seguidores no WhatsApp, aproximando-se de 11 milhões na reta final da campanha.
A estratégia transformou apoiadores em agentes ativos da comunicação eleitoral.
Em vez de apenas receber conteúdos, os participantes eram convocados a cumprir “missões” diárias: compartilhar vídeos, impulsionar publicações, promover hashtags, convidar novos integrantes e ampliar a circulação de mensagens favoráveis a Lula.
Outra orientação era evitar interações com publicações bolsonaristas, inclusive comentários críticos, para não alimentar os algoritmos e aumentar a visibilidade dos adversários.
A mobilização também incluía ações coordenadas em horários específicos, com o objetivo de levar conteúdos progressistas para além das bolhas tradicionais da esquerda.
O modelo chamou a atenção pela capacidade de organizar milhões de pessoas em torno de tarefas simples, utilizando uma linguagem direta, popular e marcada pelo senso de urgência.
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