EUA avaliam novas sanções a Moraes, diz Financial Times
Segundo o jornal britânico, discussão ganhou força após buscas autorizadas pelo ministro em investigação sobre fonte jornalística
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O governo dos Estados Unidos avalia impor novamente sanções ao ministro Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo o Financial Times .
De acordo com o jornal, a medida ganhou força após Moraes determinar operações de busca e apreensão relacionadas à investigação sobre a origem de informações usadas em reportagens do jornalista Luís Pablo , do Maranhão.
O caso envolve textos sobre o ministro Flávio Dino e levantou questionamentos sobre liberdade de imprensa e sigilo da fonte. Em março, Luís Pablo já havia sido alvo de uma busca e apreensão após fazer reportagens denunciando o uso irregular de carros oficiais pelo ministro do STF e seus familiares no Maranhão.
Segundo o Financial Times, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seu filho Flávio Bolsonaro já vinham pressionando integrantes do governo Donald Trump pela retomada das medidas contra Moraes.
Entre os defensores da iniciativa estão Paulo Figueiredo e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
Uma eventual nova punição poderia ser aplicada com base na Lei Magnitsky , usada pelos Estados Unidos contra Moraes no ano passado.
As medidas incluíam restrições de entrada no país, congelamento de bens e bloqueio de transações financeiras e comerciais.
As sanções foram retiradas em dezembro. Na ocasião, Moraes agradeceu ao presidente Lula (PT) pelo empenho na derrubada das medidas.
A nova discussão ocorre após a decisão de Moraes que autorizou buscas relacionadas ao caso envolvendo o jornalista maranhense.
O ministro alegou que as informações usadas na reportagem teriam sido obtidas e divulgadas ilegalmente e poderiam colocar em risco sua segurança e a de familiares.
A possível retomada das sanções ocorre em um momento de forte desgaste entre os dois governos. Além das divergências em torno de Moraes, Brasil e Estados Unidos enfrentam conflitos comerciais e diplomáticos.
O governo Trump impôs tarifas sobre produtos brasileiros e também classificou o PCC e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas .
Outro impasse envolve a indicação de Daniel Perez para a embaixada dos Estados Unidos em Brasília, ainda sem o aval formal do governo brasileiro.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.