MVNOs pedem transparência de ofertas e uso de múltiplas redes em IoT
No mercado de Internet das Coisas (IoT) , as operadoras móveis virtuais (MVNOs) Arqia, Emnify e Transatel querem maior transparência nas ofertas de atacado das teles e a possibilidade de usarem múltiplas redes e tecnologias para garantirem uma conectividade ininterrupta aos seus clientes. Esses são alguns dos pontos que vão abordar nas suas contribuições na tomada de subsídios aberta pela Anatel sobre o segmento de IoT e M2M. Executivos das três empresas trataram do assunto em um painel no VI Simpósio TelComp, realizado nesta quarta-feira, 12, em Brasília.
“O principal pleito da Transatel é ter conectividade ininterrupta em toda a sua cadeia de aplicações. Isso abrange diferentes coberturas e diferentes redes”, comentou Thiago Mello, diretor de mercado da Transatel. Ele se queixou das regras para roaming de dispositivos IoT, que restringem a mobilidade e provocam o banimento de linhas em serviço.
Carlos Campos, diretor-geral para o Brasil da Emnify, concordou: “O primeiro ponto é a questão de múltiplas redes, múltiplas tecnologias. Como é que a gente garante acesso a elas como insumos tecnológicos?”.
Por sua vez, Tomás Fuchs, CEO da Arqia, se queixou da falta de transparência das ofertas de atacado das operadoras móveis e da base de custos dos seus serviços.
Fuchs cobrou também a participação de outras agências reguladoras e órgãos de governo na tomada de subsídios sobre IoT, como a ANTT e a Aneel. Presente no mesmo painel, Ricardo Lima, coordenador-geral de economia digital do departamento de transformação digital do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, se prontificou a discutir dentro do ministério sobre a possibilidade de contribuição.
O consultor Gabriel Cruz, sócio da Pezco Consultoria, que está auxiliando a TelComp na tomada de subsídios, reforçou a importância de a Anatel tomar o quanto antes decisões regulatórias em defesa da competição no mercado de IoT, para evitar que disputas entre empresas terminem na Justiça.
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