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PF não aponta “conclusão de negócio” do Careca do INSS com governo, diz PGR

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PF não aponta “conclusão de negócio” do Careca do INSS com governo, diz PGR

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR A Procuradoria-Geral da República (PGR), em manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que atuação da lobista Roberta Luchsinger e de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha , para favorecer os interesses de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, não resultou em fechamento de negócios com o poder público.

“Embora tenham sido identificados pagamentos feitos por Camilo Antunes a Roberta Luchsinger, a representação [da PF] não menciona a conclusão de nenhum negócio entre o empresário e o Poder Público, que pudesse sugerir o efetivo atendimento às pretensões que o grupo se propôs a agenciar”, afirma o texto da PGR.

O documento, assinado pelo vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho , foi encaminhado ao ministro André Mendonça , relator de um dos processos. A investigação apura se Lulinha atuou em favor do grupo do “Careca do INSS” para vender medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde.

“Não há, entre si, nenhuma conexão lógica de causa e efeito, tampouco instrumental. A única relação que possuem provém da origem do achado, mas se tratando aqui de mera casualidade, esse é um aspecto absolutamente irrelevante para que se pretenda reunir as investigações. O que se reclama, no caso, portanto, é a apuração autônoma, definida segundo as regras de competência aplicáveis a quaisquer novas ocorrências vindas ao conhecimento dos órgãos de persecução”, diz trecho da manifestação.

A PGR pediu ainda que os inquéritos sejam enviados para a primeira instância. O órgão alega que não há investigados com foro privilegiado.

A pedido da Polícia Federal, os ministros André Mendonça e Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, autorizaram a abertura de três inquéritos sobre o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

André Mendonça autorizou, em 30 de julho, a Polícia Federal a investigar Lulinha por suspeita de tráfico de influência e corrupção para favorecer o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS” .

A PF busca apurar se Lulinha interferiu junto ao Ministério da Saúde no processo de liberação para venda de cannabis medicinal , com possível uso de contatos dentro do gabinete presidencial.

Em 31 de julho, Mendonça autorizou a PF a investigar se o filho do presidente Lula favoreceu empresários interessados em fechar negócios com a Dataprev, empresa pública responsável pela gestão de dados sociais do governo federal, especialmente os ligados ao INSS .

Essa segunda apuração envolve o empresário Cleber Ribas de Oliveira, sócio da 3Structure It.

De acordo com a PF, ele teria pagado ao menos uma viagem para Lulinha em troca de supostos favores no governo.

Flávio Dino autorizou, em 4 de agosto, a Polícia Federal a iniciar uma terceira investigação sobre Lulinha.

Este inquérito é referente à suspeita de tráfico de influência do filho no governo federal em favor de empresas parceiras.

Dino também determinou a abertura de uma investigação para apurar o vazamento de informações sigilosas dos inquéritos relacionados a Lulinha.

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