Fábrica de ração para pets alterna robôs e segredos
RIBEIRÃO PRETO – Se você tem cachorro ou gato, talvez já tenha se perguntado como a ração é feita.
De fato, pode ser difícil imaginar como uma mistura de carne, cereais e verduras se transforma em algo totalmente diferente: bolinhas sólidas e amarronzadas, de odor bem próprio.
Você o sente, cada vez mais intenso, ao percorrer as fábricas de rações da multinacional Purina (desde 2001 pertencente à Nestlé) em Ribeirão Preto-SP, que a empresa abriu a um grupo de jornalistas e veterinários na última terça-feira (18).
O complexo tem 600 funcionários, distribuídos por três turnos, e capacidade para produzir 170 mil toneladas de rações por ano.
Ele recebeu investimentos de R$ 1 bilhão nos últimos dez anos, e agrupa três fábricas: uma dedicada a rações secas, outra a alimentos úmidos (como sachês para gatos) e a terceira a petiscos.
Pudemos percorrer as duas primeiras e ver boa parte do processo produtivo – mas não todo.
Amostras de ingredientes usados na produção de ração seca.
Bruno Garattoni/Superinteressante A fábrica de rações secas trabalha com matérias primas como cevada, milho e trigo, além de proteínas animais (carne, frango e peixe, em alguns casos já processados, na forma de farinha).
A primeira etapa do processo é a mistura/moagem desses ingredientes – que, alegando razões de controle sanitário, a Purina não incluiu na visita.
Continua após a publicidade A mistura também pode receber ingredientes ativos, como o bissulfato de sódio – que é usado numa ração da marca que, afirma o rótulo, promove o “cuidado urinário” de gatos.
A substância ajuda a acidificar a urina e com isso diminuir a formação de cálculos urinários, um problema relativamente comum nos gatos, que bebem pouca água.
Em seguida, a massa vai para a extrusão – etapa que, esta sim, foi possível ver (embora não fotografar).
Ela é forçada, sob calor e pressão, através de moldes com furinhos.
O processo de extrusão é o mesmo utilizado, na indústria alimentícia, para fazer salgadinhos e macarrão.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em super.abril.com.br — o conteúdo pertence a Superinteressante.