Primeiro-ministro da Suécia renuncia após derrota apertada para oposição
O primeiro-ministro da Suécia , Ulf Kristersson , renunciou ao cargo nesta quinta-feira, 17, após a conclusão da apuração das eleições parlamentares realizadas no domingo.
O bloco de centro-esquerda liderado pelos social-democratas de Magdalena Andersson conquistou 176 das 349 cadeiras do Parlamento, apenas três a mais que a aliança de centro-direita de Kristersson, que obteve 173.
Kristersson, que ocupava o cargo desde 2022, entregou sua carta de renúncia ao presidente do Parlamento após a divulgação do resultado final.
“Agora cabe ao presidente do Parlamento liderar os próximos passos no processo de formação de um novo governo”, afirmou o premiê em uma publicação na rede social X.
O resultado ainda precisa passar pela certificação formal das autoridades eleitorais.
A vitória abre caminho para o retorno de Magdalena Andersson ao cargo de primeira-ministra.
Ela foi a primeira mulher a comandar o governo sueco, em 2021, e deixou o posto no ano seguinte, após a vitória da coalizão de direita nas eleições de 2022.
Em discurso após o resultado, Andersson afirmou que a Suécia entrará em uma “nova era” e sinalizou uma mudança de direção após quatro anos de políticas mais rígidas de imigração e segurança.
Durante o governo Kristersson, o país endureceu regras migratórias e ampliou medidas de combate ao crime.
Continua após a publicidade Formação do novo governo Apesar da vitória nas urnas, Andersson ainda terá de negociar para formar o próximo governo.
O bloco de centro-esquerda reúne Social-Democratas, Partido da Esquerda, Partido do Centro e Partido Verde, mas há divergências entre as legendas.
Continua após a publicidade O Partido do Centro já afirmou que não pretende integrar uma coalizão que inclua o Partido da Esquerda, o que pode dificultar a composição de um gabinete.
Os social-democratas iniciaram conversas com outras siglas da oposição, mas ainda não está definido como será estruturada a nova maioria.
Caso Andersson não consiga formar um governo, os partidos de direita poderão tentar construir uma nova maioria no Parlamento.
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