De agressões a abusos sexuais: promotor detalha torturas em clínica após prisão de casal em Portugal
Brasil inicia processo para extraditar advogada e psicólogo presos em Portugal Após as prisões de Marluci Cabrera Bellini Henares e Djalma Antônio Henares Júnior em Portugal, o promotor de Justiça Aroldo Costa Filho relembrou detalhes das violações ocorridas em uma clínica de reabilitação de Ribeirão Preto (SP) onde os acusados atuavam.
O representante do Ministério Público, que acompanha o caso desde o início das investigações há 12 anos, descreve um cenário de violência sistemática e humilhações contra internos.
“As pessoas que foram ouvidas e que procuraram o Ministério Público esclareceram vários fatos graves que foram praticados contra elas.
Primeiro, agressões físicas, que era a mais comum.
Eram agredidas com socos, com pedaços de madeira.
Até violentadas sexualmente com outros tipos de instrumentos", afirmou o promotor. 📱 Faça parte do canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp As defesas dos réus foram procuradas, mas não se manifestaram sobre o caso até a última atualização desta notícia.
Marluci Cabrera Bellini Henares e Djalma Antônio Henares Júnior, condenados por tortura em clínica de reabilitação de Ribeirão Preto (SP).
Reprodução/EPTV O casal foi preso pela polícia de Portugal em julho de 2026, sendo Djalma, de 56 anos, detido no dia 9 e Marluci, de 49, no dia 17.
As prisões ocorreram cerca de um mês após a condenação definitiva pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que fixou a pena em 17 anos e seis meses de reclusão.
Com a confirmação da sentença, o Ministério Público de Ribeirão Preto solicitou a extradição dos réus para que cumpram a pena em regime fechado no Brasil.
Além deles, também foi condenado à prisão Angelo Bellini Neto, sobrinho de Djalma que trabalhava na clínica.
Ele foi encontrado e preso em Cravinhos (SP).
Clínica de reabilitação de Ribeirão Preto denunciada em 2014 por tortura contra pacientes.
AcervoEP Pedaços de madeira e castigos psicológicos De acordo com o promotor Aroldo Costa Filho, as investigações, iniciadas em agosto de 2014 após mandados de busca e apreensão, revelaram que os internos eram submetidos a métodos de controle violentos e degradantes.
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