Após MP impugnar candidatura de Gustavo Rocha como vice no DF, Fux muda ata de audiência e coloca político como 'ouvinte'
Celina Leão (PP) e Gustavo Rocha (Republicanos).
Agência Brasília O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a correção da ata de uma audiência feita em maio deste ano para registrar que Gustavo do Vale Rocha, candidato ao cargo de vice-governador do Distrito Federal, participou do encontro como ouvinte, e não como representante do Governo.
A participação de Gustavo Rocha na audiência — que tratou de negociações envolvendo a União, o Distrito Federal, o Banco Central e o Banco de Brasília (BRB) — é um dos principais argumentos apresentados pelo Ministério Público Eleitoral para impugnar o político. 🔎 Impugnar é o ato de apresentar oposição ou contestar algo.
Ou seja, a impugnação de registro de candidatura é a forma de tentar que determinada pessoa não possa ser candidato ou candidata por não cumprir as condições exigidas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 no WhatsApp.
Na impugnação protocolada nesta sexta-feira (21), a Procuradoria Regional Eleitoral afirma que, apesar de ter sido exonerado da Casa Civil em 2 de abril, Rocha seguiu exercendo a função de secretário-chefe da Casa Civil após o prazo limite.
Entre os exemplos citados está justamente a presença na audiência do STF como representante do Distrito Federal.
O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) ainda deverá analisar a impugnação e decidir se a candidatura poderá seguir na disputa.
Gustavo Rocha foi secretário da Casa Civil do DF ao longo do governo Ibaneis Rocha (MDB).
Em 2 de abril, ele deixou o cargo para se candidatar a vice de Celina Leão (PP), atual governadora e candidata à reeleição.
Celina Leão lança oficialmente pré-candidatura ao GDF LEIA TAMBÉM: MP impugna candidatura de Arruda ao governo do DF; Justiça Eleitoral vai analisar Gustavo Rocha (Republicanos), em imagem de arquivo.
Arquivo Pessoal 'Advogado pessoal' de Celina A reunião em questão aconteceu em 26 de maio, após a exoneração.
Ou seja, para os procuradores, o então pré-candidato continuou exercendo atribuições próprias da Casa Civil, mesmo após o desligamento formal do cargo.
Procurado pelo g1, Gustavo Rocha afirmou que houve um "erro" na ata da audiência do STF – que cita o ex-secretário como "representante do governo" – que pediu a correção do documento.
Uma foto feita pelo próprio STF, no entanto, mostra Gustavo Rocha na reunião citada.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Distrito Federal.