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Economia

Caso Villa Vie: cruzeiro que prometeu moradia vitalícia por US$ 440 mil termina com passageiros abandonados

Seu Dinheiro ·
Caso Villa Vie: cruzeiro que prometeu moradia vitalícia por US$ 440 mil termina com passageiros abandonados

Um cruzeiro residencial de luxo que prometia dar a seus passageiros uma casa permanente em alto-mar interrompeu a viagem ao redor do mundo e deixou cerca de 200 pessoas em terra no Camboja.

O motivo foi financeiro: a operadora Villa Vie Residences ficou sem recursos para sustentar os custos da embarcação, pressionada pela disparada do preço dos combustíveis.

A empresa norte-americana suspendeu as operações do navio Odyssey na terça-feira (27), enquanto ele estava atracado em Sihanoukville, cidade portuária cambojana.

Os passageiros tiveram poucas horas para deixar a embarcação e precisaram organizar a própria hospedagem em terra.

Agora, a Villa Vie busca alternativas para reestruturar o negócio e levantar capital.

Em comunicado, a companhia afirmou que pretende trabalhar nessas frentes pelos próximos 60 dias, mas reconheceu que não há garantia de que conseguirá uma solução.

A embarcação tinha 203 passageiros e 156 tripulantes a bordo.

Cabine residencial no navio Odyssey vendido por US$ 440 mil - Imagem: Divulgação Combustível ficou até quatro vezes mais caro A principal pressão sobre o caixa veio do combustível.

Segundo a Villa Vie, a despesa mensal com esse insumo, calculada por cabine, passou de uma média histórica de US$ 1.800 para uma estimativa de US$ 6 mil a US$ 8 mil em algumas regiões da Ásia.

A empresa atribuiu a escalada dos preços aos efeitos da guerra envolvendo o Irã, que começou no fim de fevereiro e afetou o transporte marítimo e o mercado de energia.

A companhia afirmou que não conseguiria absorver sozinha o aumento, mas também não poderia repassá-lo integralmente aos passageiros.

A operadora tentou reduzir o consumo, diminuindo a velocidade do navio e prolongando as paradas nos portos.

As medidas, porém, não foram suficientes para compensar o aumento das despesas.

O problema expôs uma fragilidade do modelo de negócios: a empresa havia estruturado o orçamento considerando que o navio operaria com alta ocupação.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.seudinheiro.com — o conteúdo pertence a Seu Dinheiro.

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