Fim da isenção de LCI e LCA pode estar próximo, e quem vai pagar a conta é o investidor, dizem bancos
O debate sobre o fim da isenção de imposto de renda (IR) sobre os rendimentos das Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) voltou à tona recentemente e, se confirmado, elevará o custo de captação de recursos pelos bancos.
A principal consequência será o repasse desses custos para os investidores e a queda no financiamento para ambos os mercados, imobiliário e agro, avaliaram executivos das áreas de crédito dos bancos privados durante a 27ª Conferência Anual do Santander nesta segunda-feira (17).
"A tributação vai fazer, naturalmente, com que os investidores peçam uma remuneração maior para aplicar em LCI e LCA.
Hoje, por não ser tributada, a LCI tem um custo abaixo da Selic.
Com a tributação, é inevitável que tenhamos um incremento do custo do crédito imobiliário", disse o diretor de crédito imobiliário do Bradesco, Romero Albuquerque .
O diretor de negócios imobiliários do Santander, Paulo Duailibi , compartilha da mesma opinião.
LEIA TAMBÉM: Quanto rendem R$ 100 mil na poupança, Tesouro Selic, CDB e LCI com a Selic em 14,00% "Esperamos incremento no custo de emissão das letras.
É fundamental manter a isenção.
Este é o meu maior ponto de preocupação", declarou.
Duailibi ressaltou que as LCIs têm mostrado uma participação crescente como fonte de recursos para abastecer o crédito imobiliário .
Em paralelo, os recursos da caderneta de poupança , que abastecia o setor, estão cada vez menores.
O estoque de LCIs ultrapassou a marca de R$ 500 bilhões e responde por cerca de 20% do financiamento do setor.
LCI, LCA e o custo dos juros O executivo do Santander defendeu ainda a necessidade de reequilíbrio das contas públicas como forma de garantir a redução dos juros e do custo de financiamento de modo geral.
"A poupança está tendo uma participação cada vez menor no funding .
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