“Compre BBAS3”: a frase da CEO do Banco do Brasil que caiu na mira de processo da CVM
“Quem tem ação do BB, mantenha; quem não tem, compre.” A frase dita pela CEO do Banco do Brasil (BBAS3) , Tarciana Medeiros , durante a divulgação do balanço do segundo trimestre de 2025 (2T25) agora está no centro de um processo sancionador da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A xerife do mercado de capitais brasileirocolocou Tarciana e o vice-presidente de Relações com Investidores do banco, Marco Geovanne Tobias , na mira, segundo informações do Estadão Conteúdo .
O motivo é uma suposta violação do artigo 15 da Resolução 80, que exige que as companhias divulguem informações verdadeiras, completas e consistentes, sem induzir investidores a erro.
Procurado pelo Seu Dinheiro , o Banco do Brasil afirmou que “prestará os esclarecimentos à CVM tão logo tenha acesso à íntegra do processo” e ressaltou que a companhia e seus executivos "atuam com base em transparência, diligência, responsabilidade e diálogo com todos os públicos de relacionamento”.
Veja também: Balanço do Banco do Brasil (BBAS3) no 2T26 não foi tão bom quanto parece; mercado vê pouca margem para erros Alto escalão do Banco do Brasil na mira da CVM As declarações de Tarciana e Tobias sobre as ações do Banco do Brasil levaram a área técnica da CVM a pedir esclarecimentos ao banco.
O caso agora avançou para um processo sancionador.
Na época, além de recomendar a manutenção ou a compra de BBAS3, Tarciana afirmou que 2026 seria um ano de recuperação e que os investidores que mantivessem suas ações seriam recompensados.
“O recado que eu tenho para o investidor: quem tem [a ação], mantenha; e quem não tem, compre”, afirmou a CEO, em conversa com jornalistas no ano passado.
“Aguardem 2025, vamos entregar para o mercado o que estamos nos propondo a entregar, e 2026 é um ano de recuperação.
E os pequenos investidores que confiaram ao Banco do Brasil suas economias e suas expectativas de dividendos, eles serão honrados", acrescentou.
Tobias também adotou um tom positivo ao comentar o payout de dividendos menor.
Para o executivo, aquele seria um “excelente momento de entrada” nas ações do BB.
“Esse ciclo vai passar, e o Banco do Brasil vai retornar ao patamar de rentabilidade que ele estava antes.
Então, é um excelente momento de entrada, mesmo considerando um yield, que também não é ruim”, disse o CFO, à época.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.seudinheiro.com — o conteúdo pertence a Seu Dinheiro.