JPMorgan reduz recomenda��o para a��es brasileiras e cita volatilidade eleitoral
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O banco JPMorgan reduziu nesta terça-feira (11) a recomendação para ações brasileiras de "overweight" (acima da média) para "neutra". O relatório indica que a queda mais lenta nos juros e um processo de desinflação também mais demorado devem pressionar o mercado acionário brasileiro durante o restante do ano.
"Do ponto de vista doméstico, a forte queda dos juros que esperávamos no início do ano não se concretizou, e projetamos que a Selic encerre o ano em 13,75%, o que não deverá produzir um impacto significativo sobre as ações", diz a instituição em relatório assinado pelos analistas Rodolfo Angele, Emy Shayo Cherman, Adrian E. Huerta e Diego Celedon.
O banco também menciona a volatilidade associada às eleições no Brasil. Segundo a instituição, em períodos eleitorais, a Bolsa brasileira tende a apresentar desempenho inferior.
"As perspectivas para a política econômica continuam incertas, já que quem vencer as eleições de outubro terá de lidar com taxas de juros reais elevadas e com déficit fiscal. Do ponto de vista mais técnico, o Brasil costuma apresentar desempenho inferior nos seis meses que antecedem as eleições", afirma.
O banco vê uma disputa eleitoral competitiva e de resultado incerto. No relatório, os analistas consideram improvável o surgimento de um terceiro candidato competitivo que possa se colocar entre "os candidatos polarizadores Lula e [Flávio] Bolsonaro". "Acreditamos que a eleição será um importante catalisador para a precificação dos ativos daqui para frente e preferimos manter uma posição neutra no período que a antecede."
Para os analistas do banco, a economia brasileira tende a desacelerar nos próximos trimestres, com exceção do primeiro trimestre de 2027, quando a economia deverá ser beneficiada pela safra agrícola. A instituição também menciona um processo de desinflação mais lento do que o previsto, afetado pela alta dos preços do petróleo e pelos El Niño, além de uma possível piora no ciclo de crédito.
"Além disso, a proposta de reforma da escala 6x1, com o objetivo de reduzir a jornada de trabalho, representa outro potencial risco de alta para o IPCA, ainda que o momento de implementação e o repasse para os preços permaneçam incertos."
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.