Wall Street recua com pressão do petróleo e escalada das tensões entre EUA-Irã
Os índices de Wall Street terminaram o pregão desta sexta-feira (17) com barril do petróleo acima do US$ 90 e forte avanço dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries.
Confira o fechamento dos índices: Dow Jones: -0,51%, aos 53.459,84 pontos; S&P 500: -0,52%, aos 7.745,07 pontos; Nasdaq: -0,32%, aos 26.644,911 pontos .
Durante a sessão, os rendimentos ( yield ) do Treasury de 30 anos atingiu 5,316%, no maior nível desde 2007.
Escalada das tensões no Oriente Médio O cessar-fogo temporário entre Estados Unidos e Irã expirou nesta segunda-feira.
O fim do memorando foi marcado por novas declarações dos dois países, que reforçaram o impasse nas negociações para um acordo definitivo para a reabertura do Esteito de Ormuz.
Mais cedo, Teerã reiterou que chegou a um acordo com Omã para trânsito na via marítima.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, disse que “foi alcançado um entendimento sobre o mapa da rota de trânsito”, sem dar maiores detalhes.
Do outro lado, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou bombardear Omã caso o país “se intrometa” nos planos de Washington para Ormuz.
Em reação, os preços do petróleo fecharam em alta de mais de 2%, com o barril do Brent acima de US$ 90 – e reacedendo o temor de novos choques nos preços de energia.
O mercado ainda ficou à espera da ata da última decisão do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA).
O documento deve ser divulgado na próxima quarta-feira (19).
Na última decisão, em julho, o Fed manteve os juros inalterados na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano pela quinta vez consecutiva, mas com a maior dissidência entre os diretores em uma década.
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