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Mulher que sobreviveu a 17 facadas do ex em SP fala sobre culpa e recomeço: ‘Cada um carrega o que é seu’

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Mulher que sobreviveu a 17 facadas do ex em SP fala sobre culpa e recomeço: ‘Cada um carrega o que é seu’

Miriam fala sobre culpa e recomeço dez anos depois de sobreviver a um feminicídio Miriam Maria da Silva se considera uma sobrevivente.

Aos 49 anos, a merendeira escolar fala com orgulho da profissão, dos filhos e da vida que reconstruiu em Ribeirão Preto (SP).

Em julho de 2016, quando tinha 39 anos, ela levou 17 facadas do ex-companheiro.

Uma das facadas perfurou o pulmão.

Miriam ficou internada por uma semana e, depois da alta, precisou enfrentar medo, pesadelos e tratamento psicológico e psiquiátrico.

O homem foi preso com base na Lei Maria da Penha, que completa 20 anos em agosto.

Dez anos depois do crime, Miriam diz que aprendeu a não carregar a culpa pela violência que sofreu.

“A gente tem que carregar o que é da gente.

Cada um carrega o que é seu.” A Lei Maria da Penha, como ficou conhecida a Lei nº 11.340/2006, foi sancionada em 7 de agosto de 2006 e criou mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Miriam Maria da Silva, de 49 anos, sobreviveu a 17 facadas do ex-companheiro em Ribeirão Preto (SP), em 2016 Arquivo Pessoal Antes da violência Miriam nasceu em Cubatão (SP), mas foi adotada aos 3 anos por uma família de Ribeirão Preto.

Cresceu na Vila Tibério, na Zona Oeste, em uma criação que descreve como rígida.

A mãe, segundo ela, ensinava que era preciso “andar certo na vida”.

Miriam diz que levou esse ensinamento para a criação dos filhos e para o trabalho.

Foi mãe pela primeira vez aos 15 anos.

Depois teve mais dois filhos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.

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