A cidade isolada entre montanhas onde a maior parte dos 250 moradores vive dentro do mesmo prédio de 14 andares
O isolamento ajudou a criar uma rotina difícil de encontrar em outro lugar
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Whittier , no Alasca , tem cerca de 250 moradores e uma rotina difícil de comparar com a de outras cidades. Cercada por montanhas, água e geleiras, ela concentra a maior parte da população nas Begich Towers , um prédio de 14 andares . A estimativa oficial mais recente aponta 247 habitantes em 2025 , e o isolamento ajuda a explicar por que tanta gente vive sob o mesmo teto.
Whittier fica no fim do Passage Canal , em Prince William Sound , cercada por relevo alto e paisagens glaciais. A Travel Alaska informa que picos de cerca de 3.500 pés cercam a cidade e ajudaram a torná-la um local protegido e difícil de acessar durante sua fase militar.
O número de moradores também é pequeno para uma cidade ligada por estrada. A estimativa oficial do Alaska Department of Labor and Workforce Development registra 247 habitantes em 2025.
A concentração aconteceu porque Whittier tem pouco terreno disponível para construção e uma população pequena. Um relatório do Alaska Department of Labor and Workforce Development explica que um único edifício passou a fornecer grande parte das moradias necessárias na cidade.
As Begich Towers foram concluídas em 1957 , quando ainda eram chamadas de Hodge Building. O mesmo documento oficial registra 150 apartamentos de tamanhos diferentes no edifício.
O prédio deixou de ser apenas uma construção militar e virou o principal endereço residencial de Whittier. A concentração das moradias faz com que encontros entre vizinhos, entregas e tarefas comuns aconteçam em uma escala quase doméstica.
Essa organização combina com uma cidade em que o inverno, o relevo e a pequena área construída tornam deslocamentos maiores pouco práticos.
O principal acesso terrestre passa pelo Anton Anderson Memorial Tunnel , uma passagem de pista única compartilhada por carros e trens. O Alaska Department of Transportation and Public Facilities informa que o túnel ferroviário foi adaptado para veículos e passou a operar dessa forma em 2000 .
A estrutura atravessa a montanha e funciona com sentidos alternados, porque carros e trens não usam o túnel ao mesmo tempo.
Viver em Whittier significa conviver com uma escala urbana muito pequena e com vizinhos concentrados em poucos metros. A cidade continua recebendo visitantes, trabalhadores e passageiros de cruzeiros, mas sua população permanente cabe com folga em um único edifício residencial.
As montanhas explicam o isolamento, o túnel explica o acesso e as Begich Towers explicam a rotina. Em Whittier, a geografia acabou empurrando grande parte da vida de uma cidade inteira para dentro do mesmo prédio.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.