Governo avança para integrar Leste-Oeste e quer 8 chamamentos de ferrovias
Enquanto trabalha para ofertar trechos do Corredor Minas-Rio ao mercado ainda em 2026, o governo federal anunciou nesta 5ª feira (27.ago.2026) um avanço em outra frente da sua carteira de ferrovias : a inclusão de todos os trechos da FICO (Ferrovia de Integração Centro-Oeste) e da FIOL (Ferrovia de Integração Oeste-Leste) no PND (Plano Nacional de Desestatização).
Na prática, a entrada dos 6 trechos no PPI (Programa de Parcerias de Investimentos) permitirá que a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) envie os projetos para análise do TCU (Tribunal de Contas da União).
Atualmente, os planos de concessão estão na fase final de avaliação da agência, que deve aprovar um modelo de disputa e enviá-lo à Corte de Contas já em setembro.
O ministro dos Transportes, George Santoro, projeta que o governo deve conseguir publicar o edital da disputa ainda neste ano, mas avalia que o leilão deve ficar para 2027.
O projeto da FICO-FIOL estabelece a conexão ferroviária do país de leste a oeste, com a construção de ferrovias que vão da Bahia a Rondônia, passando por Goiás e Mato Grosso.
Ao todo, são mais de 3.000 quilômetros de integração.
O projeto inclui os seguintes trechos: FIOL 1 – Ilhéus (BA) – Caetité (BA); FIOL 2 – Caetité (BA) – Barreiras (BA); FIOL 3 – Correntina (BA) – Mara Rosa (GO); FICO 1 – Mara Rosa (GO) – Água Boa (MT); FICO 2 – Água Boa (MT) – Lucas do Rio Verde (MT); FICO 3 – Lucas do Rio Verde (MT) – Vilhena (RO).
Dos 6 trechos, apenas o FIOL 1 não faz parte da concessão que será ofertada ao mercado.
O projeto está na fase final de uma troca de concessionária e deve ser assumido pela portuguesa Mota-Engil.
As obras do trecho, considerado estratégico por fazer a ligação final com o litoral, também já estão avançadas.
Há cerca de 100 quilômetros que deverão ser concluídos pela nova dona do projeto.
“Quando você tem esse investidor, que assume esse compromisso, de fazer isso de forma estruturada, vai dar segurança de quem for no leilão do corredor FIOL 2 até FICO 2, a ter tranquilidade que a carga dele vai ter pra onde sair” , disse George Santoro ao Poder360 .
Segundo o ministro, o avanço do processo de troca de controle do FIOL 1 possibilitou que o governo avançasse com o projeto.
“Eu não podia colocar o resto do corredor no mercado se eu não tivesse uma solução pro 1º trecho, que é o trecho que sai no porto.
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