Tesouro Direto: prefixados sobem e IPCA+ caem após inflação sem surpresas nos EUA
As taxas dos títulos do Tesouro Direto têm comportamentos distintos nesta quarta-feira (12) após a divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos dentro do esperado.
A alta de 0,01% no índice de preços ao consumidor mantém a inflação fora da meta do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA).
Ao mesmo tempo, ela não surpreende e reforça sinais de desaceleração, como a queda na geração de empregos registrada na semana passada, e pode diminuir o apelo de uma alta de juros na reunião da autoridade monetária em setembro.
Foi divulgado hoje também dados do setor de serviços no Brasil em junho, com estabilidade em relação a maio, acima da queda de 0,2% esperada pelos economistas consultados pelo Valor Data.
A surpresa, porém, não foi o suficiente para alterar a queda de taxas observada desde o início do dia.
Com isso, as taxas dos prefixados sobem, enquanto as dos IPCA+ recuam.
Aumenta, assim, a distância entre as duas, o que os economistas chamam de "inflação implícita" dos títulos, ou seja, quanto o IPCA teria que avançar para que a taxa dos dois fosse idêntica.
No caso dos com vencimento em 2032, essa inflação implícita é de 6,5% ao ano.
Ou seja, para que um título IPCA+ 2032 pague o mesmo que o Prefixado 2032, o IPCA teria que avançar neste ritmo na média dos próximos 6 anos.
Caso a inflação avance menos do que isso, o rendimento do prefixado será superior.
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