Mercado eleva estimativa de inflação e passa a prever novo corte de juros neste ano
O mercado financeiro elevou sua estimativa de inflação e projetou um crescimento menor do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026.
Ao mesmo tempo, os economistas das instituições financeiras também passaram a prever um novo corte de juros no decorrer deste ano.
As informações fazem parte do "Boletim Focus", divulgado nesta segunda-feira (21) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.
A alta na estimativa de inflação acontece apesar da continuidade da guerra no Oriente Médio, que eleva o preço do petróleo, com potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis). ➡️ Para 2026, a estimativa de inflação subiu de 4,9% para 4,92%; ➡️ Para 2027, a expectativa permaneceu 4,30%; ➡️ Para 2028, a previsão continuou em 3,80%; ➡️ Para 2029, a estimativa ficou estável em 3,50%.
Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos.
Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento.
Produto Interno Bruto Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, o mercado financeiro recuou sua projeção de 1,89% para 1,88% na semana passada.
Com isso, os analistas estimam desaceleração da economia neste ano, visto que, em 2025, o PIB cresceu 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). ➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. 🔎Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais.
Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo.
Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem-estar social.
Para 2027, a projeção do mercado de crescimento do PIB caiu 1,5% de 1,45%.
Em um ano eleitoral, o governo tem adotado ações para estimular a economia e reduzir o endividamento da população, o que impulsiona a demanda por produtos e serviços.
A estratégia do governo, porém, dificulta o controle da inflação.
O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter as pressões inflacionárias.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Economia.