André Moura, candidato ao Senado por Sergipe é alvo de bloqueio judicial de até R$ 5 milhões em bens
André Moura.
Redes Sociais O candidato ao Senado por Sergipe, André Moura (União Brasil), foi alvo de uma decisão que determina a indisponibilidade de bens em até R$ 5 milhões.
A medida atende a um pedido do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) em uma ação de improbidade administrativa relativa ao período em que ele esteve à frente da Secretaria de Representação do Governo do Estado do Rio de Janeiro em Brasília (SERGB).
A informação foi divulgada pelo MPRJ neste domingo (20).
Além de André Moura, a decisão da 13ª Vara de Fazenda Pública do Rio de Janeiro cita outras três pessoas e uma empresa de consultoria educacional.
Segundo o MPRJ, os investigados atuaram no direcionamento da contratação da empresa.
O contrato foi firmado em dezembro de 2023 e prorrogado até dezembro de 2025. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 SE no WhatsApp A contratação foi realizada por meio da adesão a uma ata de registro de preços do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Rural Sustentável (Cidrus), de Minas Gerais.
O acordo previa mais de 6 mil licenças de software educacional, ao custo unitário de R$ 399, somando R$ 2,5 milhões.
Com a renovação por igual período e valor, o montante chegou a R$ 5.001.864.
Agora no g1 Uma análise do MPRJ indicou divergência nas finalidades.
A ata de Minas Gerais previa uma plataforma voltada para reforço escolar, enquanto o contrato da secretaria do Rio de Janeiro buscava capacitar gestores, técnicos e servidores públicos em finanças, orçamento e prestação de contas.
O laudo concluiu que as diferenças de público-alvo, conteúdo e finalidade inviabilizavam a adesão à ata.
As promotorias também identificaram vínculos funcionais anteriores entre os envolvidos.
O sócio-administrador da empresa havia atuado como assessor e subsecretário na administração estadual sob a chefia de André Moura e, posteriormente, passou a integrar o quadro societário da empresa contratada.
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