Parallel Systems capta US$ 100 mi para vagões autônomos
A Parallel Systems , startup fundada por ex-engenheiros da SpaceX , captou US$ 100 milhões em uma rodada Série C para acelerar a produção e o lançamento comercial de vagões ferroviários autônomos capazes de transportar cargas por até 800 quilômetros sem operador humano.
A rodada foi liderada pela AVP , com participação de Hillspire , Agility Global , Cobalt Capital , Anthos Capital , Congruent Ventures , Riot Capital e Collaborative Fund , conforme reportagem do TechCrunch .
O aporte vai financiar a escala de fabricação do Panther, veículo de terceira geração da empresa, e antecipar o início das operações comerciais.
Crise no transporte rodoviário abre espaço no mercado A iniciativa surge em meio a uma crise no setor de transporte de carga por caminhões.
Pelo menos 16 transportadoras foram à falência em poucas semanas, pressionadas pelos preços recordes do diesel.
O movimento deixou uma lacuna no mercado de frete terrestre, avaliado em US$ 1 trilhão, que o setor ferroviário historicamente abdicou de disputar nas rotas mais curtas.
Cerca de 60% das viagens de carga nos Estados Unidos cobrem menos de 800 quilômetros, e a maioria delas é feita por caminhões.
As ferrovias, pressionadas por investidores a operar trens cada vez mais longos e em horários fixos, recuaram dessas rotas ao longo dos anos; uma estratégia conhecida como precision railroading .
A proposta da Parallel Systems Os veículos da Parallel circulam de forma independente ou em pelotões; formações menores que os trens convencionais; e dispensam os acopladores tradicionais que ligam vagões entre si.
Esse design permite que as unidades se separem automaticamente ao chegar a um pátio ferroviário, sem intervenção humana.
Sensores embarcados monitoram os trilhos à frente para identificar obstáculos.
Por operar sobre trilhos existentes e ser movido a bateria, o veículo não contribui para o congestionamento viário nem emite poluentes.
A proposta interessa até às próprias transportadoras rodoviárias, que hoje perdem dinheiro quando caminhões ficam presos em filas nos portos, já que não podem cobrar mais pelo tempo parado.
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