TSE mantém vídeo de Lula que chama Flávio de “mentiroso Master”
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) rejeitou ação do candidato do PL (Partido Liberal) à Presidência, Flávio Bolsonaro , contra um vídeo da campanha de Lula (PT) que o chama de “mentiroso Master” , em referência ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A decisão é da ministra Estela Aranha .
A relatora afirmou que a peça se insere no campo da crítica político-eleitoral e que não ficou demonstrada a divulgação de fatos manifestamente falsos ou descontextualizados.
Leia Mais: Flávio participa de ato no Espírito Santo; aliados de Lula caminham em SP Veritá: Flávio tem 51,1% dos votos válidos no 2º turno; Lula, 48,9% Eurasia: Flávio tem 75% de chance de vencer Lula e virada é improvável Flávio acionou o tribunal contra Lula, a coligação Brasil Pronto Pra Mais, Gleisi Hoffmann , e Marcelo Freixo .
O vídeo foi publicado em 26 de setembro no perfil @brasilcomlula, no Instagram, em formato colaborativo.
A peça reúne trechos de entrevistas do candidato e sustenta que ele mentiu ao negar que conhecia Vorcaro, que havia recebido dinheiro dele e que viajara em seu jato particular.
Ao final, diz que Flávio contou “pelo menos 43 mentiras” na campanha.
O vídeo também reproduz uma fala em que o candidato nega a intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil .
Na ação, Flávio argumentou que suas declarações sobre Vorcaro foram apresentadas fora de contexto e que a montagem induziria o eleitor a concluir que ele pretende mudar o título da santa, apesar de ter negado isso.
Disse ainda que a referência às “43 mentiras” não tem base verificável e que a expressão “mentiroso Master” extrapola os limites da crítica política.
Estela rebateu os argumentos.
Segundo ela, as menções a Vorcaro vêm acompanhadas, no próprio vídeo, das reportagens usadas como fonte, e não houve distorção das falas do candidato que permitisse classificar o conteúdo como falso.
A ministra observou ainda que a expressão “pelo menos 43 mentiras” reproduz o título de um levantamento da agência de checagem Aos Fatos , identificada na própria publicação.
Sobre o termo “mentiroso Master”, a relatora reconheceu tratar-se de formulação “contundente e depreciativa”, mas a classificou como juízo de valor sobre a credibilidade do candidato, admissível no contexto da disputa eleitoral.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.