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STF torna réus Bacellar, TH Joias e desembargador por vazamento ao Comando Vermelho

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STF torna réus Bacellar, TH Joias e desembargador por vazamento ao Comando Vermelho

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, tornar réus cinco pessoas: Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj); o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos, conhecido TH Joias; o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região; Jéssica de Oliveira Santos, esposa de TH Joias; e Thárcio Nascimento Salgado, suspeito de lavar dinheiro do tráfico na favela de Senador Camará, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

O julgamento ocorreu no plenário virtual do STF e a decisão, que também atinge outros dois acusados, decorre da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o vazamento de informações da Operação Zargun da Polícia Federal (PF), que investigava ligações de TH Joias com o Comando Vermelho (CV).

Segundo a PGR, o grupo agiu em conluio para alertar o então deputado antes da chegada dos policiais, permitindo que ele retirasse objetos de sua residência e destruísse provas.

O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, votou pelo recebimento da denúncia e foi acompanhado pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

Os três principais réus, Bacellar, TH Joias e Júdice Neto, estão presos.

Acusações e o papel do Comando Vermelho Os réus são acusados de obstrução de investigação e vazamento de informações sigilosas sobre a Operação Zargun, deflagrada pela Polícia Federal para prender TH Joias por supostas ligações com o Comando Vermelho e por suspeitas de oferta de cargos em seu gabinete a integrantes da facção.

Segundo a denúncia da PGR, o grupo atuou nos dias 2 e 3 de setembro de 2025 para repassar dados confidenciais ao então deputado, que conseguiu retirar objetos de sua residência antes da chegada dos policiais e destruir provas.

No voto, Moraes afirmou que os elementos reunidos na investigação apontam para o crime de obstrução de investigação contra organização criminosa armada.

A PGR indica que Bacellar admitiu ter conversado com TH Joias sobre a operação policial no dia 2 de setembro, na sede do Legislativo fluminense, logo após a Polícia Federal ter interagido com o gabinete do desembargador sobre a data prevista para a deflagração da ação.

“Há indícios de autoria e materialidade de que os denunciados agiam em conluio para embaraçar as investigações que tramitavam no Tribunal Regional Federal da 2ª Região, com o objetivo de desarticular organização criminosa especializada no tráfico internacional de armas e drogas, corrupção de agentes públicos e lavagem de capitais”, afirmou Moraes em seu voto.

Próximos passos e implicações Com a conclusão do julgamento no plenário virtual, as defesas dos réus ainda podem apresentar recursos à Primeira Turma pedindo esclarecimentos sobre a decisão.

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