Ibovespa tem maior queda em cinco meses sob impacto de inflação e eleições; dólar vai a R$ 5,16
Em um movimento majoritariamente negativo nas bolsas globais, diante das incertezas geopolíticas, o Ibovespa, principal índice de ações brasileiras, registra a maior queda diária desde o início de março -- logo após o início da guerra entre Estados Unidos e Irã --, impactado por gatilhos domésticos.
Investidores reagiram à sinalização do Banco Central de que o ciclo de cortes da taxa de juros pode ter acabado, ainda que os dados de inflação apontem uma acomodação dos preços.
Em paralelo, o tema eleições presidenciais começou a ganhar maior peso e gerou maior volatilidade no mercado.
O Ibovespa recuou 2,5%, aos 167.875 pontos, menor nível desde 20 de janeiro.
Dos 78 ativos que compõem o índice, apenas seis fecharam em campo positivo.
O dólar subiu 1% frente ao real, cotado a R$ 5,16.
Em Nova York, o Dow Jones e o S&P 500 perderam 0,3% e o Nasdaq caiu 0,6%.
O petróleo tipo Brent, referência global e brasileira de preço, avançou, negociado acima dos US$ 88,00, o barril.
O ouro também subiu, negociado acima de US$ 4.400, maior nível desde maio.
A ata do Comitê de Política Monetária (Copom) trouxe um balanço de riscos que deu mais peso ao risco de alta da inflação, em uma indicação de que o Banco Central pode decidir pela interrupção do ciclo de cortes de juros nas próximas reuniões.
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