Três são condenados por uso de 'laranjas' e fraude em licitações de táxi em Juiz de Fora
Três pessoas foram condenadas pela Justiça por participação em um esquema de fraude em licitações do serviço de táxi em Juiz de Fora.
As condenações ocorreram a pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a partir das investigações da Operação Arbítrio, realizada em 2021.
Relembre mais abaixo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp Um dos condenados, apontado pelo MP como chefe do esquema, recebeu pena de 12 anos e nove meses de prisão, em regime fechado, pelos crimes de associação criminosa, fraude em licitação e lavagem de dinheiro.
Outro réu, identificado como gerente operacional do grupo, foi condenado a 4 anos e 4 meses de prisão, em regime semiaberto, por associação criminosa e fraude em licitação.
Já um permissionário do serviço de táxi que, segundo a denúncia, aderiu ao esquema foi condenado a 3 anos de prisão pelos mesmos crimes.
A pena foi substituída por prestação de serviços à comunidade e pagamento de valor determinado pela Justiça.
Ao todo, 15 pessoas foram denunciadas.
Parte delas fez acordos de não persecução penal e colaborou com as investigações.
A Justiça determinou que, após o fim da fase de recursos, sejam perdidos os bens adquiridos como resultado dos crimes.
A medida inclui imóveis e valores identificados como parte do esquema de lavagem de dinheiro.
Os condenados também deverão perder as permissões públicas para exploração do serviço de táxi em Juiz de Fora.
O nome deles não foi divulgado.
Agora no g1 Crimes cometidos entre 2009 e 2014 As investigações da Operação Arbítrio apontaram que o grupo se organizou para controlar irregularmente permissões de táxi obtidas em licitações realizadas pela Prefeitura de Juiz de Fora em 2009 e 2014.
À época da operação, as apurações indicaram que os proprietários das placas teriam usado “laranjas” para burlar a licitação e vencer o edital nº 007/2014.
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