Crise na Apex: o pedido de empréstimo ao BTG e a injeção de recursos que não veio
O jornal Valor Econômico publicou, nesta terça-feira (11), a informação de que o presidente afastado da Apex Partners, Fernando Cinelli, tentou evitar o estouro da crise na plataforma de investimentos buscando dinheiro novo.
A coluna Pipeline apurou que o fundador da Apex foi ao banco BTG Pactual pedir um empréstimo de pelo menos R$ 100 milhões.
Cinelli ouviu um não do BTG, instituição que tinha proximidade com a Apex, e, ainda segundo o Valor, buscou levantar recursos até com funcionários da plataforma.
Não deu certo.
Dias depois, sob a acusação de "gestão temerária", ele foi afastado pelos demais sócios do comando da empresa Chama atenção que os valores envolvidos nas tentativas frustradas de injeção de recursos guardam semelhança com o aumento de capital aprovado pelos sócios da Apex na assembleia geral realizada em 28 de abril passado, antes, portanto, da crise: R$ 176,5 milhões , outro recurso que acabou não entrando no combalido caixa da plataforma.
Na ação em que pediu blindagem patrimonial à Justiça - concedida pelo juiz na última sexta-feira -, os advogados da Apex informam que a crise que estourou agora impediu a conclusão da operação autorizada lá em abril.
"A operação de capitalização que, como se verá, restou frustrada pela deterioração do cenário e cuja retomada é um dos objetivos da reorganização pretendida".
A necessidade de recursos novos é premente.
Na diligência contábil-financeira montada pelos sócios da Apex, foi constatado que a dívida mais que dobrou entre janeiro de 2025, quando estava em R$ 413 milhões, e junho de 2026, quando bateu em R$ 985,6 milhões.
Foram mais de meio bilhão de reais em dezoito meses.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.agazeta.com.br — o conteúdo pertence a A Gazeta (ES).