Mel Maia destaca ‘oportunidade única’ de explorar entrega física e emoção em ‘Medley’
Mais de 15 anos depois de explorar as inquietações da juventude em Antes que o Mundo Acabe (2009), a cineasta Ana Luíza Azevedo volta ao universo adolescente com Medley , longa protagonizado por Mel Maia ( Os Donos do Jogo ), e que chega aos cinemas brasileiros nesta 29 de outubro, pela Sessão Vitrine Petrobras.
Exibido na 50ª Mostra de Cinema de São Paulo , a história é ambientada no interior do estado do Rio de Janeiro, nos anos 1990, e acompanha Lola , uma atleta talentosa que, apesar das conquistas na piscina, enfrenta dificuldades para lidar com os próprios sentimentos.
Rolling Stone Brasil conversou com a atriz e a diretora Ana Luíza Azevedo sobre os desafios físicos e emocionais da personagem, as inquietações da adolescência e a construção da história.
Confira a seguir: Do roteiro à tela Embora Medley tenha uma relação pouco convencional com a literatura, já que o projeto cinematográfico começou a ser desenvolvido antes de o livro de Keka Reis ser publicado, Ana Luíza Azevedo não participou desse processo inicial.
“ Eu conheci a história já re-roteirizada.
Mas ainda com algum tempo para trabalhar com Keka, Carol Kotscho e Panorâmica pensando nos desafios de como dramatizar imageticamente os silêncios, as angústias, as ausências ”, explica.
Para a diretora, esse é um dos principais desafios de adaptar uma história para o cinema: “ Na literatura você pode descrever por páginas o pensamento ou a angústia de um personagem.
Mas como transpor isso para a tela? ”, questiona.
Para ilustrar essa diferença entre as linguagens, Ana Luíza cita Vidas Secas : “ Graciliano Ramos descreve em 9 páginas a morte da Baleia.
Em 9 páginas ele descreve magistralmente os sentimentos da cachorra, seus medos, sua relação com a família de Fabiano, seus devaneios quando está morrendo ”, comenta.
Na adaptação, porém, o cineasta precisou encontrar outra maneira de transmitir essas emoções.
“ Nelson, através da decupagem, dos tempos dos planos conseguiu transpor para tela, não as 9 páginas do livro, mas principalmente o enfrentamento e a relação entre estes dois personagens: Fabiano e Baleia.
A angústia de Fabiano em ter que sacrificar a cachorrinha e a desconfiança de Baleia com o que estava por vir ”, observa.
Para Ana Luíza , o principal desafio estava em encontrar uma linguagem capaz de traduzir os sentimentos da protagonista sem depender de explicações verbais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em rollingstone.com.br — o conteúdo pertence a Rolling Stone Brasil.