Santo André e São Bernardo do Campo adotam medidas de prevenção de desastres para diminuir impactos do El Niño
Será que as cidades de São Paulo estão se preparando para o El Niño? Diante da possibilidade de eventos climáticos mais intensos por conta do El Niño, prefeituras de cidades da Grande São Paulo como Santo André e São Bernardo do Campo têm adotado medidas em diferentes frentes, como hidratação e proteção contra o calor, acolhimento da população vulnerável, monitoramento de áreas de risco, prevenção de desastres e medidas estruturais contra enchentes, queimadas e outros eventos extremos. 🔍O El Niño pode aumentar o calor e favorecer a ocorrência de temporais mais intensos na Região Metropolitana de São Paulo nos próximos meses.
O fenômeno é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e provoca alterações nos padrões climáticos em diferentes partes do planeta.
Segundo o meteorologista César Soares, da Climatempo, o excesso de calor deve ser uma das principais características dos próximos meses no estado de São Paulo.
As temperaturas elevadas também podem contribuir para a formação de nuvens maiores e núcleos de tempestade mais intensos.
"Mais calor traz o desenvolvimento de nuvens maiores e núcleos de tempestade mais intensos", explica o meteorologista.
A previsão é a de que os efeitos sejam mais sentidos no fim do ano e no começo de 2027, período em que podem ocorrer episódios de calor extremo e temporais na região.
Santo André Em Santo André, moradores de áreas consideradas vulneráveis participam de ações da Defesa Civil.
É o caso da comunidade do Sítio Cassaquera, onde já foram registrados pelo menos dois deslizamentos de terra.
O local também sofre com enchentes frequentes.
Em fevereiro de 2025, a água chegou à altura da canela de um morador em uma das vielas da comunidade.
Em outra rua, carros tiveram dificuldade para atravessar o trecho alagado.
Enchente em viela de Santo André em 2025 TV Globo / Reprodução Para ajudar no monitoramento, moradores receberam capacitação do Núcleo de Proteção e Defesa Civil.
Eles utilizam um grupo de comunicação para avisar sobre situações de risco, como deslizamentos, quedas de árvores e falta de energia.
Outra iniciativa envolve a instalação voluntária de equipamentos que medem o volume de chuva e a temperatura.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 São Paulo.