Depois de soltá-lo, Justiça manda prender empresário apontado como membro do PCC acusado de matar esposa; ele está foragido
Alex Bispo dos Santos era dono da empresa Favela Conectada, que foi contratada pelo Instituto Conhecer BRasil (ICB), da empresária Karina da Gama, para instalar wi-fi livres nas periferias da capital paulista.
Reprodução/TV Globo A Justiça de São Paulo voltou a decretar a prisão do empresário Alex Leandro Bispo dos Santos, de 40 anos, que estava preso desde fevereiro acusado de matar a esposa ao jogá-la do 10º andar de um prédio na Zona Sul de São Paulo, mas foi solto por decisão judicial em 10 de agosto.
Segundo o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), a revisão da liberdade concedida ao preso aconteceu em 10 de agosto, mesmo dia em que ele foi efetivamente solto, por decisão do juiz Antonio Carlos Pontes de Souza, da 5ª Vara do Tribunal do Júri, na Barra Funda.
Porém, Alex Bispo já estava em liberdade e, novamente procurado, não foi mais encontrado pela polícia.
Ele está foragido desde então.
Ele é acusado de ter matado a esposa na madrugada de 29 de novembro.
Câmeras de vigilância do prédio registraram a agressão contra a cearense Maria Katiane Gomes da Silva, de 25 anos.
O acusado chegou a ir ao velório da mulher e chorou, ajoelhado ao caixão.
Inicialmente, ele relatou para os parentes de Katiane que ela havia caído do apartamento após uma discussão do casal.
Suspeito de jogar mulher do 10º andar de prédio em São Paulo chorou no velório dela Semanas depois, Alex Bispo foi denunciado pelo Ministério Público pelo crime de feminicídio e se tornou réu.
De acordo com o MP-SP, “no [dia] 06 de agosto, após o término da audiência de instrução, o Judiciário, a pedido da Defesa, revogou a prisão preventiva”.
O Ministério Público, naquela oportunidade, manifestou-se pela manutenção da prisão.
Após decisão do Judiciário, o MP-SP interpôs Recurso em Sentido Estrito, com pedido liminar, para que o Tribunal voltasse a decretar a prisão do réu, o que foi deferido em 2ª instância no último dia 10, determinando a prisão do réu novamente.
"O julgamento do Recurso em Sentido Estrito ainda está pendente.
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