O jeito de investir para a aposentadoria está mudando — e isso vai além da previdência privada
Viver mais deixou de ser uma projeção para se tornar uma realidade.
Com a expectativa de vida aumentando e um sistema previdenciário pressionado pelo envelhecimento da população, depender exclusivamente do INSS tende a ser cada vez menos suficiente para manter o padrão de renda depois de parar de trabalhar.
Nesse cenário, construir uma reserva para o futuro tornou-se uma necessidade — ainda que o caminho para isso esteja mudando.
Dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) mostram que a diferença entre as aplicações e os resgates de planos de previdência (PGBL e VGBL) ficou positiva em R$ 6,4 bilhões no primeiro semestre, cerca de 2% abaixo do registrado no mesmo período de 2025.
Apesar desse recuo, o resultado representa uma melhora em relação ao acumulado até maio, quando o saldo positivo de R$ 6,8 bilhões era 29% inferior ao dos cinco primeiros meses do ano passado.
Ainda assim, os números continuam indicando perda de ritmo nas novas contribuições do segmento.
Para especialistas, os dados sinalizam uma mudança no planejamento financeiro para a aposentadoria.
Juros elevados, mudanças tributárias, orçamento doméstico mais apertado e a ampliação das alternativas de investimento de longo prazo estão levando muitos brasileiros a diversificar a estratégia, combinando diferentes produtos em vez de concentrar toda a reserva na previdência privada.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.