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Excesso de proteína: veja limites e cuidados com a popularização dos produtos “proteicos”

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Excesso de proteína: veja limites e cuidados com a popularização dos produtos “proteicos”

Com a oferta crescente de alimentos enriquecidos com o nutriente, entenda quando o aumento do consumo é necessário

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Barras de proteína, macarrão, gelato e até água proteica têm sido cada vez mais habituais no mercado fitness . Em meio à popularização destes produtos que prometem aumentar a ingestão do nutriente, especialistas explicam que a necessidade de proteína deve ser avaliada individualmente e que o consumo em excesso não significa, necessariamente, mais benefícios para a saúde.

O alerta acompanha o crescente interesse dos consumidores pelo nutriente, impulsionado também pelas estratégias de venda da indústria. Levantamento recente do Atlas/Intel revelou que 3 a cada 10 brasileiros são influenciados pelo selo de proteína na hora de comprar um produto, enquanto 37,9% dos entrevistados afirmam ser motivados a consumir esses itens pelas redes sociais.

Embora a proteína seja fundamental para funções como manutenção e construção muscular, produção de enzimas e hormônios e funcionamento do sistema imunológico, a quantidade adequada varia de acordo com fatores como idade, peso, nível de atividade física , objetivos e condições de saúde. Por isso, a recomendação é que o nutriente seja considerado dentro do contexto da alimentação como um todo, e não como o único indicador de qualidade de um produto ou dieta.

Segundo Monize Aydar, em adultos, aproximadamente 0,25 a 0,40 grama de proteína por quilo de peso corporal por refeição costuma maximizar a resposta da síntese proteica muscular, o que corresponde, em geral, a cerca de 20 a 40 gramas de proteína de alta qualidade para a maioria das pessoas. Quantidades maiores, no entanto, continuam sendo utilizadas pelo organismo em outras funções, como a síntese de enzimas, hormônios, proteínas plasmáticas e células imunológicas, além de poderem ser utilizadas para produção de energia quando necessário.

Para indivíduos saudáveis que buscam o anabolismo — processo de construção e reparação muscular — e longevidade associados à prática de exercícios de força, a nutróloga explica que a ingestão diária pode ficar, de forma geral, entre 1,2 e 2,0 gramas de proteína por quilo de peso corporal, distribuídas ao longo do dia. A recomendação, entretanto, deve ser individualizada de acordo com a idade, o estado clínico e os objetivos de cada pessoa.

Entre os possíveis efeitos das dietas hiperproteicas, estão o aumento da ingestão calórica, que pode favorecer o ganho de peso quando há excesso energético; a substituição de alimentos ricos em fibras , vitaminas e minerais; maior produção de ureia, que reforça a importância de uma hidratação adequada; e piora do controle metabólico quando o padrão alimentar é baseado em carnes ultraprocessadas e alimentos ricos em gorduras saturadas.

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