PF aponta contatos de Weverton com ministro em caso no Maranhão
Investigação cita contatos de Weverton Rocha com ministro do STJ e suspeita de interferência em processo ligado ao Maranhão
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR A Polícia Federal identificou contatos entre o senador Weverton Rocha ( PDT-MA ) e o ministro do Superior Tribunal de Justiça Humberto Martins durante uma investigação que apura uma suposta organização criminosa no Maranhão.
O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal e é relatado pelo ministro Flávio Dino em decisão tornada pública nesta sexta-feira, 14. O inquérito reúne suspeitas de homicídio, corrupção, desvio de recursos públicos e tentativa de obstrução da Justiça.
Segundo a investigação, dados extraídos do celular de Weverton Rocha apontam que o senador teria procurado diretamente Humberto Martins para tratar de processos específicos. A PF também identificou situações em que o parlamentar teria mencionado pessoas interessadas nas decisões.
Um dos episódios ocorreu em 2 de junho de 2025. Naquele dia, Weverton Rocha e Humberto Martins conversaram por cerca de cinco minutos. Na mesma data, o ministro determinou a transferência de Gilbson Júnior para Brasília.
De acordo com a PF, essa foi a última movimentação relevante no processo, que posteriormente ficou paralisado.
A investigação também apura a suspeita de que Weverton Rocha teria recebido dinheiro da família Brandão para atuar em favor dos interesses do grupo em relação ao processo que tramitava no STJ.
A apuração teve origem no assassinato de João Bosco Pereira , em 2022.
Segundo os investigadores, o crime ocorreu durante uma reunião na qual seria discutida a divisão de dinheiro proveniente de propinas relacionadas a contratos públicos.
A partir do homicídio, a investigação passou a identificar possíveis ações para dificultar a apuração e proteger integrantes do grupo.
A Polícia Civil do Maranhão é suspeita de ter omitido dos primeiros relatórios a presença de Daniel Brandão , atual presidente do Tribunal de Contas do Estado, na reunião em que ocorreu o assassinato.
Também foram identificadas suspeitas relacionadas ao desaparecimento de imagens de câmeras de segurança que registravam a movimentação no local. Segundo a PF, os arquivos teriam desaparecido durante o trajeto entre a delegacia e o instituto de perícia.
Outro núcleo da investigação envolve Gilbson Júnior e seus familiares. A PF apura uma possível articulação para impedir que eles revelassem informações sobre a família Brandão ou firmassem acordo de colaboração premiada.
Segundo os investigadores, familiares de Gilbson Júnior teriam sido orientados a apresentar versões falsas em depoimentos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.