MPF investiga atuação da PM perto da casa de Haddad
Procuradoria pediu ordens de serviço, itinerários e imagens para esclarecer episódio relatado pelo motorista
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR A Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo quer saber quem determinou e como foi planejada a atuação da Polícia Militar na região da casa de Fernando Haddad ( PT ) na noite de 11 de agosto. O Ministério Público Federal deu cinco dias para que a Secretaria da Segurança Pública e a corporação apresentem informações sobre o policiamento realizado naquele dia.
O procurador regional eleitoral Paulo Taubemblatt também determinou que sejam identificados a viatura e os policiais envolvidos no episódio relatado pelo candidato ao governo paulista e por seu motorista.
A Procuradoria pediu ainda documentos que permitam reconstruir a operação na região do Planalto Paulista, incluindo ordens de serviço, itinerários, pontos de estacionamento e o planejamento operacional do batalhão responsável pela área entre 1º e 11 de agosto.
A investigação busca esclarecer se houve alguma determinação específica para a realização de patrulhamento ostensivo próximo à residência de Haddad . Caso a medida tenha sido ordenada ou autorizada pela Secretaria da Segurança Pública, a pasta terá de explicar a razão.
O secretário Osvaldo Nico Gonçalves e a comandante-geral da PM, coronel Glauce Anselmo Cavalli , foram acionados para prestar os esclarecimentos.
O MPF determinou ainda que sejam requisitadas imagens das câmeras de segurança da área pública do Hotel Pullman São Paulo Ibirapuera , onde, segundo o relato apresentado à Procuradoria, teria ocorrido parte do episódio envolvendo o motorista.
As imagens deverão abranger o período a partir das 21h40 de 11 de agosto.
O material será confrontado com outras informações já levantadas sobre o caso. A Polícia Militar analisou imagens de mais de 40 câmeras e, até o momento, não encontrou registros que confirmem uma abordagem violenta ou intimidatória nos moldes descritos inicialmente pelo motorista.
Há também divergências sobre a passagem pelo hotel. Em um primeiro relato, o motorista afirmou que teria entrado no estabelecimento. As imagens analisadas pela PM mostram, porém, o Ford Fusion passando diante do local, sem entrar ou parar, e sem uma viatura acompanhando o veículo naquele momento.
Depois, outro ponto foi indicado como local da suposta abordagem. As câmeras verificadas pela corporação também não registraram a parada ou a ação policial descrita no relato.
As diligências foram determinadas a partir de uma notícia de fato apresentada pela coligação Desperta São Paulo , que apoia Fernando Haddad .
A representação pede que o episódio seja investigado como possível utilização da estrutura policial para intimidar o candidato durante o processo eleitoral. O documento também menciona a possibilidade de abuso de poder político ou de autoridade e de uso da estrutura pública para finalidade diferente da administrativa.
O fato de o MPF ter aberto a apuração não significa que tenha confirmado qualquer irregularidade. A Procuradoria determinou as diligências justamente para verificar as circunstâncias da ocorrência.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.