Proliferação de satélites deixa astrônomos loucos com erros em observações
À medida que milhares de novos satélites entram em órbita, os astrônomos podem enfrentar dificuldades crescentes para observar o cosmos, de acordo com um estudo do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), que opera telescópios no norte do Chile.
O estudo do ESO constatou que as propostas atuais para lançar mais de 1,7 milhão de satélites em órbita, incluindo alguns muito brilhantes, prejudicariam substancialmente as falas astronômicas.
Atualmente, há cerca de 15 mil satélites em órbita.
Rastros brilhantes de luz deixados pelos satélites podem interferir no funcionamento dos observatórios e na qualidade das fotografias do céu noturno.
Leia Mais Congestionamento espacial de 18 mil satélites aumenta risco de colisões SpaceX pretende alcançar 10.000 lançamentos anuais em cinco anos SpaceX gastou US$ 15 bilhões em novo projeto de foguete reutilizável “Cada um desses satélites, ao cruzar o campo de visão de um telescópio, deixa uma linha brilhante”, disse o astrônomo do ESO Olivier Hainaut, autor do estudo publicado na revista Astronomy & Astrophysics.
Um único rastro de luz pode ser um incômodo menor, mas quando o número se multiplica, podem surgir problemas graves.
Cada rastro obscurece uma pequena parte da visão do espaço pelo telescópio, disse Hainaut.
A indústria global de satélites cresceu dramaticamente desde 2019, impulsionada por serviços de internet como o Starlink, da SpaceX de Elon Musk, e o Leo, da Amazon.
As conclusões do estudo basearam-se em simulações realizadas no Observatório de Paranal, no Deserto de Atacama, no Chile.
Um modelo examinou uma constelação de até um milhão de satélites, com milhares de objetos iluminados visíveis acima do Very Large Telescope (VLT) do ESO no Atacama logo após o pôr do Sol.
Hainaut disse que o impacto dependeria tanto do número quanto do brilho dos satélites em órbita.
Veja as principais descobertas astronômicas de 2026 Trocar imagem Trocar imagem 1 de 40 Descobertas de 2026 - (1): Astrônomos do Observatório Europeu do Sul identificaram uma "onda de choque" em torno de uma estrela morta.
O fenômeno foi formado a partir de uma colisão entre o gás e a poeira ejetados pela estrela morta RXJ0528+2838, e foi identificado com auxílio do VLT (Very Large Telescope) • ESO/K.
Iłkiewicz and S.
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