Por que as imagens das inundações no Nepal e no Tibete não são mostradas na China e se sabe pouco sobre as vítimas no país
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As imagens dramáticas eram praticamente impossíveis de ignorar. Uma torrente de água invadia o porto de Gyirong, uma das principais passagens entre o Nepal e o Tibete , e arrastava tudo em seu caminho, enquanto centenas de pessoas fugiam para salvar a vida.
As cenas, capturadas por câmeras de segurança , espalharam-se rapidamente pelas redes sociais e chegaram às telas de todo o mundo.
Exceto na China . Até o momento, apenas uma única imagem estática foi transmitida pelo principal telejornal estatal do país.
Também tem sido difícil encontrar o vídeo na internet chinesa, que é fortemente censurada. É igualmente difícil encontrar publicações que descrevam as inundações repentinas que deixaram centenas de mortos e desaparecidos na última quarta-feira (26 ).
Pequim lançou uma operação de resgate em larga escala que envolve centenas de socorristas. O trabalho está em andamento, e o dirigente Xi Jinping presidiu uma reunião de emergência com autoridades para coordenar os esforços.
Mas, ao comparar o conteúdo disponível na internet do país com o que grande parte do mundo tem visto online nos últimos dias, o bloqueio da China torna-se mais visível do que nunca.
A região do Tibete, anexada por Pequim na década de 1950, resistiu por muito tempo ao domínio do Partido Comunista Chinês. Ao longo dos anos, a China reprimiu protestos, por vezes de forma violenta, e foi acusada de graves violações dos direitos humanos na região de maioria budista.
O país classificou o líder espiritual exilado dalai lama como um separatista. Essa história significa que o próprio nome Tibete atrai a censura da China. E a sensibilidade de Pequim fica especialmente evidente em momentos como este.
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Os noticiários trazem atualizações diárias sobre os desaparecidos e os mortos, e Pequim também tem divulgado informações sobre as operações de resgate, bem como sobre os perigos representados por um lago de contenção que corre o risco de transbordar.
No sábado (29), novas imagens divulgadas pela mídia estatal chinesa mostram equipes de resgate andando por um terreno baldio cheio de lama e pedras, enquanto tentam identificar pessoas presas.
Mas há poucos detalhes além disso. Não existem relatos de sobreviventes no Tibete e quase nenhuma filmagem gerada por usuários mostra os momentos da enchente e as consequências que ela causou.
Ainda não tivemos notícias das famílias aflitas dos desaparecidos. Tentar contatar as pessoas no local é praticamente impossível, mesmo em tempos normais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.