Um macaco já foi candidato à Prefeitura do Rio – e recebeu mais de 400 mil votos
As urnas eletrônicas foram implantadas no Brasil em 1996.
Antes disso, as eleições eram realizadas com cédulas de papel, e os eleitores podiam escrever manualmente o nome do candidato de sua preferência.
Foi assim que, nas eleições municipais do Rio de Janeiro de 1988, centenas de milhares de pessoas escreveram a mesma palavra na cédula: Tião.
Não era um candidato oficial, mas sim um chimpanzé ( Pan troglodytes ).
Tião nasceu no Zoológico Municipal do Rio de Janeiro e era conhecido por sua personalidade forte e pelas constantes tentativas de fuga.
O chimpanzé quebrou as portas da própria jaula, levantou as telas do recinto mais de uma vez para tentar escapar e, em outro episódio, se recusou a entrar na área coberta durante a chuva.
Em determinado momento, chegou até a receber prescrição de calmantes dos veterinários.
Ele também não era exatamente simpático com os visitantes.
Fazia caretas, jogava fezes e lama nas pessoas (até mesmo em políticos) e exibia os órgãos genitais para o público.
E, justamente por isso, Tião acabou se tornando uma das principais atrações do local. <span class="hidden">–</span> Yacàwotçã (User)/Wikimedia Commons Continua após a publicidade Em 1988, o zoológico lançou um programa de adoção de animais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em super.abril.com.br — o conteúdo pertence a Superinteressante.