'Basta': Trump reage a tarifas de retaliação do Canadá e aumenta tensão na guerra comercial
A guerra comercial entre Estados Unidos e Canadá ganhou um novo capítulo neste domingo (23), quando o presidente americano Donald Trump criticou duramente as medidas de retaliação anunciadas por Ottawa em resposta às novas tarifas impostas por Washington.
As contramedidas canadenses entrarão em vigor em 8 de setembro e atingirão setores como aço, produtos lácteos, indústria de papel, máquinas agrícolas e eletrônicos.
Em mensagem publicada na rede Truth Social, Trump afirmou que o Canadá quer "os benefícios de um estado americano sem ser um" e concluiu com um enfático "Basta!".
Publicação de Trump na Truth Social.
Reprodução/Truth Social Além de acusar o Canadá de querer tirar vantagem da proximidade com os EUA sem assumir as mesmas responsabilidades, o republicano voltou a reclamar das tarifas aplicadas por Ottawa a produtos agrícolas americanos.
A declaração ocorreu um dia depois de o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, anunciar uma série de medidas de represália após rejeitar o que classificou como um "mau acordo" comercial proposto por Washington.
Segundo Carney, as sobretaxas terão valor equivalente, "dólar por dólar", às tarifas americanas que passaram a valer no sábado (22) sobre cerca de US$ 20 bilhões em exportações canadenses para os EUA.
O representante comercial americano Jamieson Greer afirmou à emissora Fox News que Washington pretende responder às medidas canadenses, sem detalhar quais seriam os próximos passos.
Ele acrescentou que não há novas rodadas de negociação previstas entre os dois países.
Negociações fracassam Após semanas de conversas, Mark Carney decidiu interromper as negociações na noite de sexta-feira (21), pouco antes do prazo estabelecido pela Casa Branca.
Presidente dos EUA, Donald Trump, durante discurso em 14 de agosto de 2026 Ken Cedeno/Reuters De acordo com o premiê canadense, Washington tentou incluir no acordo cláusulas que limitariam a capacidade do Canadá de firmar futuros acordos comerciais com outros parceiros.
"Quando somos atacados, estamos em guerra.
Nós fomos atacados", declarou Carney em Ottawa.
Segundo ele, Washington "estava exigindo demais e oferecendo muito pouco".
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