Cacau tem alta de 7,69% e bate máxima de 11 meses na bolsa de NY
Os preços do cacau dispararam pelo segundo dia consecutivo nesta sexta-feira (28) no mercado internacional, impulsionados por preocupações com a qualidade e o tamanho da safra na África Ocidental.
Na bolsa de Nova York, o contrato com vencimento em dezembro avançou 7,69%, para US$ 6.648 por tonelada, atingindo o maior patamar em 11 meses.
Segundo a Barchart, as condições climáticas na Costa do Marfim e em Gana, dois dos principais produtores mundiais, aumentaram as preocupações com a qualidade dos grãos .
A falta de sol nas regiões produtoras favorece a disseminação da podridão-parda, doença que pode comprometer as amêndoas de cacau.
Leia Mais Cacau despenca mais de 6% em Nova York com avanço da oferta na África Cacau sobe mais de 5% e atinge maior cotação em seis meses em Nova York Cacau sobe quase 2% em Nova York com dólar mais fraco O Barchart ainda apontou que as perspectivas para a produção de Gana também contribuíram para a forte alta dos preços.
O país, segundo maior produtor mundial, deverá registrar uma safra menor na temporada 2026/27.
De acordo com o Conselho de Cacau de Gana , um levantamento de campo para estimar a quantidade de frutos apontou uma produção de 650 mil toneladas na próxima temporada.
O volume representa uma queda de 13% em relação às 750 mil toneladas estimadas para a safra anterior.
A redução da oferta esperada reforça a preocupação do mercado com o equilíbrio entre produção e demanda e sustenta a valorização do cacau nas bolsas internacionais.
Café Os preços do café arábica fecharam em alta nesta sexta-feira (28) na Bolsa de Nova York, apoiados pela oferta mais restrita no mercado.
O contrato futuro para entrega em dezembro avançou 1,03% e terminou a sessão cotado a US$ 3,12 por libra-peso.
Segundo a Barchart, os preços se consolidaram acima das mínimas registradas na quinta-feira.
O principal suporte veio da queda nos estoques de café arábica monitorados pela ICE, que recuaram ao menor nível em 27 anos.
Na sessão anterior, o arábica havia atingido a menor cotação em três semanas, enquanto o café robusta chegou à mínima em dois meses.
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