BC Fund (BRCR11) ganha força na bolsa com dividendos e mudanças no portfólio no radar; entenda os planos do FII
Para os cotistas do BTG Pactual Corporate Office Fund ( BRCR11 ), conhecido como BC Fund , hoje é dia de ver os dividendos caírem na conta.
O fundo imobiliário paga nesta quinta-feira (15) R$ 0,41 por cota.
Em meio ao pagamento, as cotas do FII sobem na bolsa , despontando como a segunda maior alta do Ifix , índice de referência da classe.
Por volta das 16h40, o BRCR11 registrava ganhos de 2,77%, a R$ 45,57, enquanto o Ifix subia 0,11%, aos 3.958,03 pontos.
Mas não são apenas os proventos que estão agitando os últimos dias dos investidores do FII.
Os cotistas do BRCR11 têm uma importante decisão pela frente: dividir ou não o portfólio em dois.
Até o dia 7 de novembro, os investidores poderão votar, por meio de consulta formal, a favor ou contra a proposta da gestora, a BTG Pactual Asset Management , que quer reorganizar a carteira do fundo.
Porém, para passar a valer, é necessário que os votos favoráveis representem ao menos 25% das cotas emitidas, além da maioria dos votos válidos.
BTOT11, o novo FII da BTG Pactual Asset Management A proposta defende a separação do portfólio entre dois ativos diferentes, o FII BTG Pactual Office Towers ( BTOT11 ) e o próprio BRCR11.
O objetivo, segundo documento divulgado ao mercado, é segregar o portfólio premium no BTOT11, que contará com ativos de maior qualidade, liquidez e relevância.
Para isso, o fundo passaria a deter os imóveis Diamond , Eldorado , Sucupira e EZ Tower , todos localizados em São Paulo , além do Senado , empreendimento no Rio de Janeiro .
Assim, ele nasceria com um patrimônio líquido estimado em R$ 1,6 bilhão, o que equivale a R$ 59,72 por cota.
A taxa de ocupação dessa nova carteira seria de 98%, com uma alavancagem de cerca de 10%.
Caso a proposta seja aprovada, o FII terá como estratégia a geração de renda recorrente , o crescimento das receitas locatícias, a gestão ativa e a valorização dos ativos.
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