Quando a testosterona leva à UTI e pode ser letal: as descobertas de um estudo com quase 360 mil homens
Um novo estudo publicado na revista médica eBioMedicine , do prestigiado grupo The Lancet , coloca sob lupa uma atitude cada vez mais comum: usar testosterona sem indicação médica clara, baseada em exames e sintomas duvidosos.
O achado chega em boa hora para o Brasil, país com um dos maiores contingentes de usuários do hormônio, muitos deles adultos jovens que recorrem à substância por conta própria ou com suposto acompanhamento em busca de disposição, libido ou massa muscular .
Liderada pelo cardiologista Hatim Kerniss, do Centro Cardíaco Universitário de Frankfurt, na Alemanha, e por Ralf J.
Ludwig, da Universidade de Lübeck, a pesquisa contou com colaboradores da Universidade de Liverpool e do Instituto Karolinska, na Suécia.
Quase 360 mil homens entre 30 e 75 anos que iniciaram terapia com testosterona foram analisados em prontuários eletrônicos de 123 instituições de saúde, via rede TriNetX — uma rede global e federada de pesquisa em saúde que conecta organizações médicas e pesquisadores por meio de dados de prontuário médico do mundo real.
Diferentemente de estudos anteriores, que comparavam usuários de testosterona com quem não usa o hormônio, esta pesquisa comparou homens que começaram o tratamento com evidência de hipogonadismo com diagnóstico documentado e homens que iniciaram a terapia sem nenhuma dessas evidências de hipogonadismo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.