Arca faz aniversário, mas você sabe o que está guardado lá dentro?
São fotografias, jornais, mapas, plantas e documentos que ajudam a contar diferentes momentos de Campo Grande.
ARCA (Arquivo Histórico de Campo Grande) completa 35 anos de criação oficial nesta quarta-feira (19), mas a história da instituição começou antes, em 1986, quando surgiu o projeto para reunir e preservar documentos que estavam dispersos e ameaçados de perda.
Criado oficialmente em 19 de agosto de 1991, o ARCA reúne hoje documentos da Intendência, da Prefeitura e da Câmara Municipal, além de fotografias, mapas, plantas arquitetônicas, jornais, revistas e livros.
O acervo inclui processos de construção, loteamentos, alvarás, habite-se, atas, contratos e outros registros que ajudam a entender como a cidade foi sendo ocupada e transformada ao longo do tempo.
A preocupação acompanha a própria origem do ARCA.
O Projeto Arquivo Municipal de Campo Grande, elaborado em 1986 pela Secretaria Municipal da Cultura e do Esporte, já previa localizar, recolher, organizar, preservar e disponibilizar documentos públicos e particulares.
Na época, os registros capazes de testemunhar a história da cidade estavam dispersos, extraviados ou ameaçados de desaparecer.
Para o gestor do ARCA, Davi Almeida, um dos maiores desafios é fazer com que a importância desse patrimônio seja reconhecida pela população.
Segundo ele, parte dos documentos de valor histórico, probatório e informativo pode se perder justamente pela falta de educação patrimonial e de consciência sobre a necessidade de preservação.
Outra dificuldade está na própria conservação.
Jornais e documentos manuscritos, por exemplo, exigem cuidados especiais por causa da fragilidade e da antiguidade dos materiais.
A digitalização aparece como uma das principais necessidades para ampliar a proteção e o acesso ao acervo.
Para Davi, se houvesse mais recursos, essa seria a prioridade.
“A digitalização propicia a salvaguarda do documento mediante cópia digital, preserva o bem documental de manuseios que, embora necessários, degradam os físicos originais e os expõem a riscos”, explica.
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