Gestão Sustentável: ‘Enshittification’, curto-prazismo e licença social
A busca por lucro de curto prazo pode degradar relações, reputação e valor até comprometer a licença social para operar (DC Studio/Shutterstock)
A pressão constante por resultados imediatos frequentemente empurra as organizações para uma perigosa armadilha: a busca implacável pela maximização do retorno financeiro de curto prazo em detrimento da criação de valor no longo prazo .
Um fenômeno recente que ilustra perfeitamente essa dinâmica foi batizado de "enshittification" — um termo popularizado pelo autor Cory Doctorow para descrever a degradação progressiva de um produto ou serviço.
O conceito, que pode ser aplicado a diversos setores (desde as grandes plataformas de tecnologia até a mercantilização predatória observada nos esportes), descreve um processo bastante específico.
Nele, uma organização atrai e consolida uma base de usuários ou clientes com excelência para, logo em seguida, piorar deliberadamente a qualidade da entrega e encarecer o serviço, com o único objetivo de extrair o máximo de lucro e capturar o máximo de valor no menor tempo possível.
Embora essas táticas predatórias possam inflar margens e gerar picos de receita, elas se provam profundamente contraproducentes para as próprias organizações no médio e no longo prazos .
A lógica por trás dessa degradação baseia-se na redução sistemática da qualidade aliada a um aumento contínuo de preços em nome de uma otimização contábil.
O resultado inevitável dessa equação é um desgaste profundo e rápido no relacionamento com os clientes.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em exame.com — o conteúdo pertence a Exame.