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MAGM11: diante da Selic em 14%, gestor vê oportunidade na volatilidade

Suno Notícias ·
MAGM11: diante da Selic em 14%, gestor vê oportunidade na volatilidade

MAGM11: diante da Selic em 14%, gestor vê oportunidade na volatilidade O mercado de fundos imobiliários atravessa um ciclo de forte oscilação, em meio a juros ainda altos, incertezas fiscais e o calendário eleitoral.

Para Tomas Gouvêa, gestor do MAGM11, a taxa de juros segue como o vetor central da reprecificação das cotas, embora o ambiente também gere janelas para quem investe com horizonte de longo prazo .

A Selic está em 14%, e os juros reais dos títulos públicos indexados à inflação permanecem elevados.

Na visão do gestor, esse patamar torna a renda fixa mais competitiva e exige um prêmio adicional dos ativos imobiliários listados.

“Quando a gente olha essa NTNB com alguns picos que a gente teve, acima de 8,5%, isso influencia muito diretamente essa reprecificação dos fundos imobiliários.

Naturalmente, quando a gente teve outros momentos, há cinco ou seis anos, de grande fechamento dessas NTNBs, da redução da taxa Selic e, naturalmente, da redução do juro real, a gente viu um movimento oposto, uma reprecificação para cima dos fundos imobiliários”, afirmou Gouvêa.

Segundo ele, parte do desconto atual das cotas já reflete o quadro de juros altos.

A volatilidade recente, contudo, também deriva de outros fatores, como inflação, conflitos internacionais e a frustração com cortes de juros esperados no início do ano.

No começo de 2026, a equipe econômica da MAG Investimentos acompanhava projeções de Selic perto de 12% no fim do ano.

A mudança do cenário ao longo dos meses levou a uma nova precificação dos ativos.

“Quando a gente olha o macro, a gente tem esses dois grandes fatores que acabam influenciando, nesse momento, dado a volatilidade e dado o alto patamar de taxa de juros, negativamente as cotas dos fundos imobiliários.

Isso é um fator macro que influencia diretamente toda a indústria”, disse.

FIIs: crédito e novas estruturas em foco Para o gestor, não é possível atribuir todo o movimento das cotas apenas ao macro.

Há tendências específicas na indústria que exigem análise caso a caso, sobretudo quanto à qualidade dos ativos e ao desenho das operações.

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