Sessão do STF continua nas redes sociais
Do plenário para as redes sociais, o conflito entre Gilmar Mendes e André Mendonça continua expondo a crise histórica no Supremo Tribunal Federal.
Nesta manhã, em uma postagem nas redes sociais, o ministro Gilmar Mendes repetiu as duras críticas que fez a Mendonça durante a sessão plenária da última terça-feira (15 ), quando defendeu o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet e criticou a dinâmica de da votação da Segunda Turma da Corte que afastou Andrei Rodrigues, chefe da Polícia Federal.
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Mendes afirma que Gonet teve a sua “honra injustamente manchada” devido ao levantamento do sigilo de diálogos contidos em investigações que não apontavam nenhuma conduta ilícita por parte do PGR.
O decano associou Mendonça à Lava Jato e o acusou de favorecer o bolsonarismo eleitoralmente: “Já vimos esse filme.
Na Lava Jato, Deltan Dallagnol e Sérgio Moro transformaram vazamento seletivo em método.(..) Linchamento coletivo serve para esvaziar o direito de defesa e enterrar a presunção de inocência.
E, como na Lava Jato, a hora nunca é ao acaso, o levantamento apareceu às vésperas do 7 de Setembro”.
E continuou: “A intenção de lucrar politicamente com o episódio ficou escancarada quando o relator fez publicar vídeo nas redes sociais agradecendo o apoio popular.
Quem age assim não é magistrado imparcial: é boneco de campanha, um pixuleco eleitoral”.
Hoje o ministro encaminhou questionamentos formais ao presidente da Segunda Turma, ministro Luiz Fux, contestando a condução da sessão que resultou na formação de maioria para chancelar a decisão liminar de André Mendonça, que determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Mendes apontou irregularidades na colheita dos votos e no andamento do julgamento, destacando que pediu vista às 10h, logo na abertura da sessão, e que às 10h04 e às 10h06,, Fux e Nunes Marques adiantaram o voto acompanhando o relator.
“Vê-se, pois, que, em pouco mais de uma hora, uma decisão de tamanha gravidade institucional, que afastou de suas funções o Diretor-Geral e o Diretor de Inteligência Policial da Polícia Federal e que tensiona a separação de poderes, foi proferida, divulgada pela imprensa, pautada para referendo e submetida a julgamento virtual, sem que se possibilitasse à totalidade dos integrantes do colegiado o integral conhecimento dos fatos e a adequada reflexão jurídica a seu respeito”, afirma A resposta de André Mendonça A assessoria do ministro André Mendonça divulgou nota respondendo às declarações de Gilmar Mendes.
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