China faz história com foguete que “dá ré” e pousa de volta em terra firme
A startup chinesa LandSpace conseguiu um feito inédito nesta quarta-feira (19): recuperou e pousou em terra firme o primeiro estágio do foguete Zhuque-3 .
O propulsor retornou ao solo após a decolagem e realizou uma aterrissagem vertical controlada.
Com o resultado, a empresa se tornou a primeira companhia privada da China a conseguir recuperar um propulsor de um foguete de classe orbital.
A tecnologia já é utilizada por empresas americanas como SpaceX e Blue Origin e é considerada importante para reduzir o custo dos lançamentos espaciais.
O Zhuque-3 tem 66,1 metros de altura, nove motores e estrutura de aço inoxidável .
O foguete decolou da Zona-Piloto de Inovação Comercial Espacial de Dongfeng, no noroeste da China.
Depois de cumprir sua parte na missão, o primeiro estágio voltou para uma área de pouso na província de Gansu, a cerca de 390 quilômetros da plataforma de lançamento.
Leia também: Há 40 anos, a China sequer tinha um sistema de patentes; hoje, lidera o mundo em inovação tecnológica Foi a segunda tentativa da LandSpace de recuperar o primeiro estágio do Zhuque-3.
Em dezembro de 2025, a empresa conseguiu colocar o foguete em órbita, mas não completou o pouso do propulsor.
O sucesso desta quarta-feira também representa um avanço para o programa chinês de foguetes reutilizáveis.
Antes da LandSpace, outras tentativas de recuperação de propulsores de classe orbital realizadas pela China não haviam terminado com um pouso convencional em terra.
Por que isso importa? Foguetes tradicionais descartam seus estágios após o lançamento.
Já os modelos reutilizáveis podem retornar à Terra e ser preparados para novas missões.
A tecnologia permite diminuir custos e aumentar a frequência dos lançamentos , tornando o transporte espacial mais próximo de um modelo comercial semelhante ao da aviação.
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