Palver: fim da 6×1 tem apoio de 74% nas redes, mas Flávio enfrenta desconfiança
A aprovação do fim da escala de trabalho 6×1 pelo Senado encontra apoio majoritário nas redes sociais, mas a discussão passou a incorporar dúvidas sobre a manutenção da medida em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL) .
Levantamento da Palver, divulgado nesta quinta-feira (15), mostra que 74% das mensagens com posicionamento identificado nas redes são favoráveis à redução da jornada, ante 26% contrárias.
Apesar do anúncio de voto favorável do senador, sua mudança de posição passou a ser associada a acusações de oportunismo eleitoral e questionamentos sobre possíveis alterações futuras nos direitos trabalhistas.
Leia também A dez dias do 2º turno, CNT/MDA mede votos de Lula e Flávio e parcialmente fim da 6×1 Com 2.002 entrevistas realizadas entre os dias 13 e 15, pesquisa captará parcialmente impacto da PEC aprovada no senado nesta quarta-feira (14) Maioridade penal vira nova batalha entre Lula e Flávio a 10 dias do segundo turno Oposição tenta incluir emenda à PEC da Segurança na pauta do Senado e explorar um tema de forte apelo popular na campanha O apoio também prevalece nos aplicativos de mensagens, embora com maior resistência à proposta.
Nesse ambiente, 61% das manifestações posicionadas são favoráveis ao fim da escala 6×1 e 39% contrárias.
A diferença de 13 pontos porcentuais no apoio entre as duas fontes indica, segundo a Palver, que a oposição à medida tem maior presença na mensageria, ambiente em que grupos bolsonaristas tendem a se articular melhor.
Os porcentuais de posicionamento consideram manifestações entre 8 e 15 de outubro.
O estudo acompanhou a repercussão da proposta entre 1º e 15 de outubro, período marcado pela campanha do segundo turno das eleições presidenciais e pela aprovação, na quarta-feira, 14, da PEC 221/2019.
O texto, aprovado pelo Senado por 75 votos a 1, reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e garante dois dias de descanso remunerado, sem redução salarial.
A principal narrativa identificada pela Palver, com peso estimado de 23% na amostra analisada, celebra a aprovação como uma conquista histórica dos trabalhadores e atribui ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a pressão política que teria viabilizado a medida.
Essas manifestações destacam os benefícios da redução da jornada para a convivência familiar, a saúde mental e a qualidade de vida, especialmente de mulheres submetidas à dupla jornada de trabalho.
A segunda narrativa mais frequente, com 22%, concentra-se na mudança de posicionamento de Flávio Bolsonaro, que anunciou apoio à proposta na terça-feira, 13, após ter defendido um modelo alternativo de jornada flexível e remuneração por hora.
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