Irã saúda rejeição da China às sanções ilegais impostas por Trump contra país persa
O presidente do Parlamento do Irã, Mohamad Baqer Qalibaf, saudou nesta quarta-feira (26/08) a rejeição do governo chinês às sanções ilegais dos Estados Unidos contra a nação persa, destacando que a aliança entre Teerã e Pequim “não precisa ser aprovada por ninguém”.
“Saudamos a declaração de princípios da China que rejeita sanções ilegais contra o Irã. A parceria estratégica abrangente entre Irã e China baseia-se no respeito mútuo, cooperação mutuamente benéfica e uma visão compartilhada de um mundo multipolar”, enfatizou Qalibaf.
We welcome China’s principled statement rejecting illegal sanctions against Iran. The Iran-China comprehensive strategic partnership is rooted in mutual respect, win-win cooperation, and a shared vision for a multipolar world. This relationship needs no one’s permission. https://t.co/zIO5kIiMEj
Na terça-feira (25/08), a chancelaria chinesa expressou firme oposição às medidas impostas pela gestão de Donald Trump contra o Irã, criticando que elas são “ilegais” e “não têm fundamento no direito internacional nem no mandato do Conselho de Segurança da ONU”.
“Guerra econômica e pressão máxima não oferecem solução. Eles apenas servem para aumentar tensões, perturbar a ordem econômica e financeira global e prejudicar os interesses de todos. Diálogo e negociação são os únicos caminhos certos”, afirmou a pasta do país asiático.
Pequim acrescentou que a sua relação com Teerã está em conformidade com o direito internacional, destacando que acompanha de perto a situação no Oriente Médio e se dispondo a agir para proteger os direitos e interesses nacionais.
Vale lembrar que a China se consolidou como o maior parceiro comercial do Irã após a retirada de Washington do acordo nuclear em 2018, o Plano de Ação Conjunto Abrangente (JCPOA), por decisão de Trump, em uma medida que foi acompanhada por um amplo pacote de sanções contra o país persa.
O vínculo bilateral se aprofundou nos anos seguintes, apesar da crescente pressão dada pelos Estados Unidos sobre os parceiros comerciais do Irã. As importações chinesas de petróleo e produtos derivados, em especial, tornaram-se base da relação, que cresceu mesmo no cenário de intervenções externas.
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