Em 1977, eles transportaram um bloco de gelo com mais de uma tonelada do Alasca até Iowa para estudar se icebergs poderiam virar uma fonte de água doce
Conhecido como o “cubo de gelo mais caro do mundo”, o bloco tinha aproximadamente 2.500 libras e foi retirado do glaciar por mergulhadores.
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Em 1977, um bloco de gelo de cerca de 1,1 tonelada foi retirado do glaciar Portage , no Alaska , e levado até Ames, em Iowa .
A missão parecia absurda para a época, mas tinha uma pergunta ambiciosa por trás: seria possível transportar icebergs por milhares de quilômetros e transformá-los em uma fonte de água doce para regiões áridas?
Conhecido como o “cubo de gelo mais caro do mundo”, o bloco tinha aproximadamente 2.500 libras e foi retirado do glaciar por mergulhadores. Depois, foi içado por helicóptero, protegido com isolamento térmico e gelo seco e transportado de avião até Minneapolis.
De lá, seguiu em um caminhão refrigerado até a Iowa State University, onde seria apresentado durante uma conferência internacional dedicada ao uso de icebergs.
A experiência fazia parte da Primeira Conferência Internacional sobre Utilização de Icebergs, realizada entre 2 e 6 de outubro de 1977.
Cerca de 200 especialistas de 18 países discutiram a possibilidade de levar grandes massas de gelo das regiões polares para áreas afetadas pela escassez de água.
A proposta também despertava interesse econômico e geopolítico, especialmente na Arábia Saudita. O príncipe Mohammed Al-Faisal apoiava a ideia de explorar icebergs antárticos como uma possível fonte estratégica de água.
O bloco levado a Iowa funcionou como uma demonstração concreta, mas transportar um iceberg inteiro em escala comercial era muito mais complicado.
Apesar da repercussão internacional, a proposta não avançou para uma operação comercial de grande escala.
As dificuldades técnicas, logísticas e financeiras acabaram superando os benefícios imaginados pelos defensores do projeto. Ainda assim, o experimento de 1977 deixou um registro incomum na história da engenharia hídrica.
Quase cinco décadas depois, o episódio voltou a chamar atenção justamente porque a escassez de água tornou novamente relevantes algumas das perguntas que motivaram aquela experiência.
O bloco que viajou do Alaska até Iowa não mudou o mapa mundial da água, mas serviu para testar uma ideia que parecia saída de ficção científica: usar enormes massas de gelo natural como reservatórios móveis de água doce .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.