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Cremesp concede carteira profissional póstuma a estudante de medicina morto por PM

G1 São Paulo ·
Cremesp concede carteira profissional póstuma a estudante de medicina morto por PM

Cremesp concede carteira profissional póstuma ao estudante de medicina Marco Aurélio, morto por um policial militar.

Montagem/Arquivo pessoal O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) entregou, de forma póstuma, a carteira profissional de médico ao estudante Marco Aurélio Cardenas Acosta, que foi morto com um tiro à queima-roupa disparado por um policial militar em novembro de 2024, antes de concluir o curso de Medicina.

Marco Aurélio cursava o quinto ano do curso de Medicina, quando foi assassinado aos 22 anos no hotel em que estava hospedado na Vila Mariana, na Zona Sul da capital.

Os policiais Bruno Carvalho do Prado e Guilherme Augusto Macedo respondem por homicídio qualificado. (Leia mais abaixo.) A cerimônia aconteceu em uma sessão solene na sede do Cremesp, no Centro de São Paulo, na quarta-feira (7).

Sob forte aplausos, a entrega do documento foi realizada pelo presidente do órgão, Ângelo Vattimo, aos pais do jovem, os médicos Júlio César Acosta Navarro e Silvia Mônica Cardenas Prado.

Após subir no palco emocionado, Júlio César agradeceu o gesto do Cremesp que classificou como "de ética, humanismo e sensibilidade".

"Eu quero dizer para os senhores, e para todos, que esta carteira, para exercer a profissão de médico, não estão entregando ao Marco Aurélio.

Estão entregando aos pais, porque Marco Aurélio não poderá exercer aqui a medicina, aqui conosco.

Porque Deus e os deuses queriam que ele exerça nas estrelas", disse com a voz embargada.

Em dezembro de 2025, a Universidade Anhembi Morumbi, onde o jovem estudava, concedeu um diploma póstumo ao Marco Aurélio.

LEIA TAMBÉM: Justiça nega recurso e PMs acusados de matar estudante de medicina em SP vão a júri popular Bombeiros levaram estudante morto por tiro de PM a hospital que sabiam estar com emergência fechada, diz ficha médica PM que matou estudante de medicina em SP deu versões diferentes do crime antes de registrar boletim de ocorrência Pais médicos de Marco Aurélio participam de homenagem póstuma para o filho.

Arquivo pessoal Relembre o crime Marco Aurélio foi morto com um tiro à queima-roupa durante uma abordagem policial na madrugada de 20 de outubro de 2024, na Vila Mariana.

A confusão começou quando Marco Aurélio deu um tapa no retrovisor de uma viatura que passava pela Rua Cubatão e correu para dentro de um hotel, onde estava hospedado com uma amiga.

No veículo estavam os PMs Guilherme Augusto Macedo e Bruno Carvalho do Prado.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 São Paulo.

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