Rede de eletrônicos fecha todas as 220 lojas após falência e cerca de 5 mil trabalhadores recebem a despedida
A empresa conversou com mais de 50 fundos e compradores antes de liquidar todas as 220 lojas em 2017, após 13 trimestres seguidos de prejuízo
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O que você vai ver Qual rede de eletrônicos fechou todas as lojas. Quantos possíveis compradores foram procurados. Havia quanto tempo a empresa vinha perdendo dinheiro. A morte de um executivo teve algum papel nisso? Uma rede americana de eletrodomésticos e eletrônicos conversou com mais de 50 fundos de investimento e possíveis compradores estratégicos antes de fechar todas as 220 lojas que mantinha, processo que eliminou cerca de 5 mil empregos.
A rede é a hhgregg, fundada em 1955 e sediada em Indianápolis, especializada em eletrodomésticos, televisores e eletrônicos, que chegou a operar 220 lojas em 19 estados americanos antes da falência.
A empresa pediu Chapter 11 em 6 de março de 2017, com prazo até 7 de abril para encontrar um comprador disposto a manter a operação funcionando. Sem sucesso, a liquidação começou no dia seguinte, e todas as lojas foram fechadas em cerca de 60 dias.
Nos meses que antecederam a liquidação, a hhgregg conduziu conversas com mais de 50 fundos de private equity, compradores estratégicos e outros investidores interessados numa possível aquisição da operação inteira, um esforço de busca incomumente amplo para esse tipo de processo.
Mesmo diante de tantas conversas, nenhuma proposta viável apareceu para manter a empresa funcionando como negócio em atividade, o que tornou a liquidação total inevitável.
Antes da falência formal, a hhgregg já acumulava 13 trimestres consecutivos de prejuízo, mais de três anos seguidos de resultado negativo, pressionada pela concorrência crescente de gigantes do comércio eletrônico e por margens cada vez mais apertadas na venda de eletrônicos e eletrodomésticos.
Jerry Throgmartin, neto de um dos fundadores e presidente executivo do conselho depois de anos como CEO, morreu em 2012 por complicações de meningite, aos 57 anos, deixando a empresa numa fase de instabilidade de liderança que se seguiu com trocas sucessivas de CEO nos anos seguintes.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.